quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Campanha Politica revela cada uma.


Tvaripuanã/congresso em foco

Veja só .Quércia declarou à Justiça eleitoral possuir R$ 1,2 milhão em espécie guardados na sua casa. Se ele trocar essa dinheirama em notas de R$ 2, a de menor valor hoje em circulação, ficará com 600 mil notas. Cada uma delas tem 14 centímetros de comprimento.

Se Quércia colocar uma nota na frente da outra, percorrerá nada menos que 84 quilômetros. Certamente é o suficiente, com sobras, para conduzir Alckmin de sua casa até o Palácio dos Bandeirantes no dia 1 de janeiro, se for eleito, pisando em dinheiro.

Somente a possibilidade de concretizar desejos estranhos como o descrito acima pode explicar, nos dias de hoje, o gosto por guardar tanto dinheiro em espécie em casa. A trilha de notas sugerida para Quércia é algo tão bizarro quanto a piscina de patacas do Tio Patinhas.

Num país sem inflação, com um sistema bancário sólido, por que tantos candidatos declaram à Justiça eleitoral guardar volumes tão altos de grana viva em casa?

Pode não servir para explicar tudo, mas declarar altas somas de dinheiro fora do sistema bancário ajuda a acertar contabilidades que, de outras formas, não fechariam. É impossível verificar a existência de tal dinheirama. Se alguém quiser atestar se de fato o dinheiro existe, bastará ao dono dizer que o gastou na véspera. Será simplesmente impossível rastrear-se para saber se é verdade.

Guardar altas quantias em casa, porém, não é algo irregular. É um fato. E a explicação dada por todos os candidatos que assim fazem para explicar tal hábito. A começar pela candidata do PT, Dilma Rousseff, que diz ter R$ 133,3 mil no seu cofre, ou no seu colchão.

Quércia é o dono do colchão mais polpudo, mas está longe de ser o único dos candidatos a cargos eletivos em outubro que revela ter esse estranho hábito. O Congresso em Foco levantou toda a turma do dinheiro no colchão que disputa este ano cargos majoritários. Ficaram de fora os descrentes no sistema bancário que concorrem para o Legislativo, como deputados federais, distritais ou estaduais.

Depois de Quércia, quem possui a maior fortuna fora dos bancos é Nilo Coelho, candidato a vice-governador de Paulo Souto, do PSDB, na Bahia. Ele afirmou ter R$ 912,6 mil em casa. O senador Romero Jucá (RR), líder do governo, é outro caso curioso: diz ter R$ 548 mil guardados em casa.

Isso representa nada menos que 89% de tudo o que Jucá declarou. A menor quantia declarada pertence a Toninho do Psol, candidato a governador do Distrito Federal, que disse ter em casa R$ 2 mil.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Recenseadores do IBGE iniciam treinamento e começam a trabalhar em duas semanas


Tv Aripuanã
Daqui a duas semana, os recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começarão a visitar os cerca de 58 milhões de domicílios do país, com a meta de coletar informações sobre a vida dos brasileiros. Ontem (19), começou a segunda etapa da seleção dos 191 mil profissionais do Censo 2010, e foi divulgado como a população poderá identificá-los.

Um dos principais objetivos do treinamento é ensinar como usar o computador de mão, um pequeno aparelho azul, onde serão inseridas as respostas dos questionários do IBGE, que, antigamente, eram preenchidos a mão. "Não haverá papel nesse censo", reforçou a coordenadora operacional do Censo 2010, Maria Vilma Salles. Segundo ela, esse computador será o principal instrumento de identificação dos recenseadores.

Durante os três meses de pesquisa, os profissionais do IBGE poderão ser reconhecidos também pelo boné do Censo 2010 e por um crachá com nome, foto e identidade, usado do lado esquerdo do colete azul do instituto. Os cidadãos que desconfiarem dos recenseadores ainda poderão ligar gratuitamente para o número 0800 721 8181 ou acessar o site do IBGE para checar a matrícula do profissional.

Para evitar problemas e conseguir informações de qualidade, o curso de uma semana, que começa hoje em todos o país, vai explicar como os recenseadores devem se apresentar nas casas. O foco é na abordagem, que poderá ser feita inclusive nos fins de semana ou no horário noturno, naqueles casos em que o morador não estiver disponível durante o horário comercial.

"Com base na primeira seleção, que classificou cerca de 210 mil recenseadores, o IBGE estima que a maioria dos 191 mil profissionais que trabalhará no Censo 2010 será de mulheres (58%), com idade entre 18 e 25 anos (45%). Nas equipes em treinamento também estão cinco candidatos com mais de 80 anos. O salário dos recenseadores durante a pesquisa vai variar entre R$ 800 e R$ 1,6 mil.

Jornalista de diploma


Jornalista Alexandre Garcia


Dilma e Serra Privilegiam Nichos Corporativos Diferenciados - você entendeu a frase? Que diabo é isso? Parece trecho de algum memorando empresarial bem burocrático, mas não é. É a manchete de um importante jornal da capital do Brasil. Foi alguém com diploma de jornalista que produziu esses hieróglifos, esse patoá. Um burocrata sem vocação jornalística. Pois deve ter sido um bando de burocratas assim, supostamente representando verdadeiros jornalistas, que deve ter convencido os deputados a aprovarem, na Comissão Especial que trata de emenda à Constituição, a exigência de diploma de jornalista para exercer a profissão. A exigência fora derrubada pelo Supremo, em junho do ano passado, por inconstitucional, já que restringe a liberdade de expressão, limitando-a aos que tiverem diploma de jornalista. Como faltam duas votações no plenário da Câmara e duas no plenário do Senado, ainda há tempo para argumentar contra a exigência do diploma de jornalista.

Sou insuspeito, porque tenho diploma de jornalista. Fui primeiro lugar no vestibular e em todo curso. Lecionei em duas faculdades de jornalismo, na PUC e no Ceub, e num curso de jornalismo em Montevidéu. Sei que ninguém precisa de oito semestres para ser jornalista. O que é preciso é ter vocação - faro para a notícia e capacidade de contá-la -, talento - para saber contar - um grande conhecimento de tudo, sobretudo História, a ciência básica do jornalista. E uma bagagem sem fim de conhecimentos gerais, com humildade de saber que sempre sabe pouco e com curiosidade bastante para sempre querer saber mais. E conhecer a ferramenta, a Língua. A manchete idiota que abre este texto é exemplo de quem não sabe que a comunicação se dá com a simplicidade e objetividade, como resumiu Churchill, ainda jornalista na Índia, em 1898: Das palavras, as mais simples; das mais simples, as mais curtas.

Pois bem, o que interessa para a sociedade a quem os jornalistas servem? Se eles têm ou não têm diploma de jornalista, ou a qualidade da informação? Não importa a opinião de comentaristas ou de editorialistas e colunistas. O que importa é se a notícia é verdadeira, expressa numa linguagem simples, clara e objetiva para todos entenderem e com a credibilidade conferida pela isenção e neutralidade de quem a transmite. Ou seja, o que dá credibilidade à notícia é a imparcialidade com que ela é produzida e o conhecimento que tem o jornalista do fato e de suas causas e consequências. Assim, não é a exigência de diploma de jornalista que está em questão e, sim, a competência do jornalista. E nenhum jornal, revista, TV ou emissora de rádio vai cometer a bobagem de contratar alguém incompetente. Quando fui diretor da TV Manchete e depois da TV Globo em Brasília e alguém pedia emprego mostrando currículo e diplomas, antes de olhar os diplomas eu o mandava para a rua e voltar com uma reportagem.

Pode-se exigir diploma para médico, engenheiro, mas não para jornalista, ou economista. Imagine-se exigir diploma de administrador de empresa para promover alguém a gerente. A exigência do diploma de jornalista nada mais é que criar um cartório para proteger medíocres. E proteger escolas superiores de jornalismo que proliferam sem qualidade, em que professores são, às vezes, gente que não deu certo nas redações e nos microfones.

Alexandre Garcia é jornalista da Globo em Brasília
. E-mail: alexgar@terra.com.br

Bom desempenho

Fonte Diario de Cuiaba
Mato Grosso tem razão de sobra para comemorar o saldo do primeiro semestre deste ano no quesito geração de emprego. O crescimento percentual no comparativo com mesmo período de 2009 foi de 500%.

O bom desempenho na geração de emprego em Mato Grosso é atestado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego, que acaba de ser divulgado nacionalmente.

Documento do CAGED revela que no primeiro semestre deste ano a economia mato-grossense gerou 24.686 postos de trabalho, o que resulta em 8.650 contratações descontadas as demissões no período. Em 2009, o saldo foi de 1.436 novos empregos.

Dois segmentos econômicos respondem basicamente pelo resultado alcançado por Mato Grosso: a cadeia do agronegócio e o setor industrial. A geração de emprego revela que a base econômica mato-grossense é diversificada, o que é alentador, pois é muito arriscado e inseguro o Estado concentrar sua economia em apenas um segmento.

O agronegócio sempre foi o principal pilar econômico mato-grossense. Sua participação na geração de empregos é retrato fiel da realidade dessa ampla atividade, que está em franco crescimento graças às injunções internacionais do mercado de commodities agropecuárias, ao surgimento de indústrias em vários polos de produção primária e aos incentivos oficiais que reduzem alíquotas tributárias e em alguns casos oferecem desoneração total, estimulando investimentos empresariais em Mato Grosso.

A indústria é polivalente e sua geração de emprego em muitos casos é remontada com o agronegócio. Exemplo disso é que entre os cinco municípios com mais de 30 mil habitantes que se despontam enquanto responsáveis por grande abertura de postos de trabalho se encontram Primavera do Leste e Aripuanã.

Primavera do Leste é um dos maiores polos do agronegócio mato-grossense e nos últimos anos recebeu grandes investimentos no setor agroindustrial, com destaque para a instalação de uma planta da Cargill, que esmaga soja, refina e envasa óleo de soja.

Aripuanã é verdadeiro canteiro de obras com a construção de hidrelétricas no rio que empresta o nome ao município e está no centro das atenções de investidores interessados em seu diversificado potencial mineral.

A realidade mato-grossense é o que revela os números do CAGED. O futuro é promissor e mantém a esperança de líderes políticos e empresariais, que apostam na continuidade do desenvolvimento, a exemplo do presidente da Federação das Indústrias em Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, que trabalha com a projeção da geração de 50 mil postos de trabalho neste ano, pelo conjunto econômico.

Mais que divulgar resultados o CAGED semeou otimismo entre a população mato-grossense, porque o emprego é uma das maiores preocupações do cidadão. Por uma série de fatores Mato Grosso vai bem obrigado nesse quesito.



Mais que divulgar resultados o CAGED semeou otimismo entre a população mato-grossense

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tribo na Amazônia quer garantir futuro com projeto de carbono


TV Aripuanã fonte BBC Brasil

Uma etnia indígena da Amazônia brasileira quer ser pioneira na elaboração de um projeto de redução de carbono para financiar o seu desenvolvimento de forma sustentável.

Os Suruis que vivem entre os municípios de Cacoal (RO) e Aripuanã (MT), Suruí (que significa “gente de verdade”), detêm a posse da reserva Sete de Setembro, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso,na região noroeste de Matogrosso, querem receber recursos para manter a floresta de pé, e aplicar o dinheiro em um plano de desenvolvimento capaz de garantir pelo menos meio século de sobrevivência da etnia.

A reserva, homologada em 1983, tem uma área total de cerca de 248 mil hectares, dos quais 243 mil ainda estão preservados. A idéia é que a etnia se comprometa a evitar o desmatamento dentro desta área e, em troca, receba recursos oriundos da não-emissão de CO2 na atmosfera.

Para saber quanto carbono deixará de ser emitido, técnicos do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesan) estão fazendo um estudo do estado de degradação da área e de como ela poderia ser recuperada a partir da adoção de atividades sustentáveis.

Atividades de exploração degradaram parte da reserva de 248 mil hectares
Sem fonte de renda, muitos indígenas fizeram acordos para explorar a madeira ao redor de suas aldeias. Outros arrendaram terras para a pecuária ou para o plantio do café. Uma situação que perdurou até há poucos anos.

"O território está relativamente conservado, mas a tendência para o futuro é de que, sem nenhum projeto, aumente a área desmatada", explica o coordenador do estudo de campo, Gabriel Carrero.

"Nosso trabalho hoje é entrar na terra indígena para procurar essas áreas de degradação e avaliar o grau de degradação."

A pesquisadora do Idesan Claudia Vitel diz que a definição desta variável permitirá estimar quanto carbono poderia deixar de ser emitido até 2050 a partir de atividades sustentáveis que podem "afetar a cobertura da terra no futuro".

Essa estimativa, a da quantidade de CO2 não-emitido é convertida em créditos de carbono, que são vendidos no mercado internacional. Uma tonelada de CO2 equivale a um crédito de carbono. O preço do crédito tem variado muito, está em torno de 13 euros (cerca de R$ 30).

Com o estudo, o Idesan quer obter certificações internacionais para garantir a validade do projeto e atrair recursos de investidores.

Feição indígena

Não será o primeiro projeto de redução de emissões de carbono por desmatamento e degradação – mais conhecidos pela sigla Redd – no Brasil, mas os Surui querem que este seja o primeiro intimamente relacionado à sobrevivência de uma etnia indígena.

Ferrovia: governo federal realiza audiência em Lucas e Água Boa na próxima semana


Cleomar Diesel
Nesta semana, o governo federal vai realizar quatro audiências públicas em Mato Grosso, Rondônia e Goiás para apresentar e discutir a Ferrovia de Integração Centro-Oeste com a comunidade. A primeira, na segunda-feira (19), acontecerá em Vilhena (RO). Na terça-feira (20), será em Lucas do Rio Verde e no dia seguinte em Água Boa. As audiências terminam na sexta-feira (23) no município goiano de Campinorte.

Esta ferrovia podera ser ,tambem a redenção da região noroeste do estado de Mato grosso. Podendo viabilizar varios projetos que estão esperando a vinda de uma ferrovia ou ligação asfaltica, como é o caso do projeto Votorantim que pretende explorar zinco em Aripuanã.


A nova ferrovia terá a extensão de 1.004 quilômetros entre Uruaçu (GO) e Lucas do Rio Verde. A conclusão está prevista para 2014 e o valor investido na obra será de R$ 4,1 bilhões. Já para o trecho entre Lucas do Rio Verde e Vilhena (RO), com 598 quilômetros, devem ser investidos R$ 2,3 bilhões.

Segundo informações da assessoria de imprensa, o projeto é elaborado com recursos da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pela Engenharia, Construções e Ferrovias (Valec), empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes. O governo federal investirá R$ 6,4 bilhões e será o responsável pela construção, que deve começar no ano que vem. Os estudos preliminares, o EIA/RIMA e o projeto básico da Ferrovia de Integração Centro-Oeste foram iniciados no ano passado, dentre as ações definidas pelo Ministério dos Transportes.

Esta é apenas a primeira parte do projeto da Ferrovia Transcontinental (EF-354). No Plano Nacional de Viação, a EF-354 é planejada para ter 4,4 mil quilômetros de extensão. O trajeto seguirá de Uruaçu (GO) para o leste, passando pelo Distrito Federal, Minas Gerais até o litoral fluminense. Para o oeste, o plano indica um caminho de Vilhena (RO) rumo ao Acre até a fronteira com o Peru, trecho que está em fase de estudos.

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste é mais uma iniciativa para modificar a matriz de transportes no Brasil, conforme o Plano Nacional de Logística de Transportes. De acordo com o PNLT, o objetivo é de que, em 2025, 32% do transporte de cargas do país seja efetuado por meio de trens, o que vai reduzir custos. Com isso, a produção de grãos, açúcar, álcool e carne da região será negociada a preços mais competitivos, pois o empreendimento facilita o acesso a vários portos. Outra vantagem é atrair grandes projetos e investimentos da iniciativa privada para a região, com geração de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida.

Bandidos tentam roubar outro avião em Mato Grosso

Fonte: Só Notícias


Bandidos tentaram roubar, ontem de manhã, no aeroporto municipal de Juína (região Noroeste), um avião Cessna 210, que foi retirado do angar e levado à pista. Os ladrões tentaram decolar, mas não conseguiram. Quando a polícia chegou, a aeronave estava com a hélice danificada, bem como uma porta e alguns componentes do painel. Não foi confirmado o montante do prejuízo e, com estes danos, a aeronave, que pertence ao pecurista José Martins Rodrigues, não tem condições de decolagem.

A polícia apurou que os ladrões arrombaram também a bomba de combustível e furtaram cerca de 150 litros de querosene para aviação e colocaram neste avião. Policiais buscam pistas para identificar em que veículo eles fugiram e quantos assaltantes tentaram furtar o Cessna. "Ainda não sabemos quantos bandidos são. As investigações agora ficam com a Polícia Civil", informou, ao Só Notícias, o sargento Alexandro Prudencio Siqueira.

No início deste mês, conforme Só Notícias já informou, bandidos roubaram um avião Sêneca, de uma empresa de táxi aéro, em Cuiabá. A aeronave foi levada para a Bolívia, onde o piloto acabou sendo deixado. Ele retornou a Cuiabá e confirmou que o roubo ocorreu no trajeto Rondonópolis-Cáceres.