quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Soldados da borracha’ ainda lutam por compensação na Amazônia brasileira


Fonte: BBC News

Na Amazônia brasileira, um grupo esquecido de trabalhadores que se alistou para ajudar os aliados na Segunda Guerra Mundial ainda sonha em voltar para as casas que deixaram ainda na adolescência.

São os chamados “soldados da borracha”, enviados para trabalhar como seringueiros na floresta e ajudar na produção da borracha necessária no esforço de guerra.

Hoje octogenários, eles ainda esperam o desfecho de uma batalha legal que pode finalmente trazer a eles o reconhecimento e a recompensa financeira que tinham sido prometidos há 67 anos.

Em 1943, enquanto os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e seus aliados estavam lutando nos campos de batalha na Europa, no Norte da África e no Oriente, milhares de brasileiros empobrecidos eram convocados para cumprir com seu dever patriótico.

'Heróis'

Manuel Pereira de Araújo lembra o dia que mudaria sua vida para sempre ao se juntar aos “soldados da borracha”.

“Um oficial do Exército chegou à minha cidade e nos disse que podíamos nos juntar à luta na frente de batalha na Itália ou ir para a Amazônia. Ele disse que nos tornaríamos heróis na batalha da borracha e ficaríamos ricos extraindo látex”, disse.

O esforço de recrutamento era parte de um acordo firmado entre o Brasil e os Estados Unidos.

Com o principal produtor mundial de borracha da época, a Malásia, sob ocupação japonesa, e a borracha sintética não disponível na escala necessária para suprir os esforços de guerra, os Estados Unidos precisavam de uma fonte confiável de borracha.

Os Acordos de Washington previam que o Brasil supriria todo o látex que pudesse produzir em troca de US$ 2 milhões (cerca de US$ 25 milhões, ou R$ 44 milhões, a preços de hoje) dos Estados Unidos.

Nordeste

O governo brasileiro centrou sua campanha de recrutamento no nordeste, entre a população pobre que sobrevivia com produção agrícola de subsistência em terras áridas.

“Era uma vida de pobreza. Não havia dinheiro ou trabalho para nós lá. Nós comíamos somente feijão e mandioca, e as colheitas eram tão pobres que muitas vezes passávamos fome”, conta Claudionor Ferreira Lima, presidente do Sindicato dos Soldados da Borracha de Porto Velho.

“Eu deixei minha noiva para trás, achando que ficaria rico e voltaria em dois anos para começar uma família. Até onde eu sei, ela ainda está esperando”, diz.

Cerca de 55 mil pessoas, em sua maioria homens jovens, se alistaram, mas muitos deles nunca mais viram suas famílias ou suas casas.

Inferno

Ferreira Lima lembra o momento em que desembarcou na verde e exuberante floresta amazônica, após uma viagem de vários meses por caminhão e barco.

“Pensávamos que tínhamos chegado ao paraíso, mas em vez da glória encontramos o inferno”, diz.

“Era escravidão”, afirma Antonio Barbosa da Silva, outro soldado da borracha. “Não havia salário, e se você não produzisse não comia”, diz.

“Tirávamos a borracha e trocávamos por comida e por outros bens na loja do seringal”, relata.

Cabanas

As promessas do governo de assistência médica, acomodação e alimentação não se cumpriram.

“Eles nos deram somente dois pares de calças, então quando uma estava suja eu usava a outra. Não havia onde dormir, então tínhamos que construir uma cabana com madeira e folhas de palmeira”, conta Manuel Pereira de Araújo.

Sem médicos nem hospitais, milhares de soldados da borracha morreram de malária, hepatite ou febre amarela.

Outros foram atacados por onças e jacarés ou sucumbiram a picadas de cobra.

“Aqueles que tentavam sair recebiam seu pagamento e ouviam que estavam livres para ir. Mas perto dali havia pistoleiros contratados para atirar neles, tomar seu dinheiro e trazer de volta para o patrão”, lembra Araújo.

Famílias

Em busca de uma vida melhor, muitas famílias dos soldados da borracha também decidiram embarcar nos navios do governo em direção à Amazônia.

Vincenza da Costa tinha só 14 anos quando seu pai decidiu que a família deixaria para trás a seca do Ceará.

“Ele disse para a minha mãe: ‘Vamos, Cândida. Plantei minha última semente, e sem chuva há oito dias, ela já morreu’. Mas era minha casa e eu queria ficar. Chorava todo dia”, ela conta.

“Nós estávamos com muitas saudades de casa, mas nossa mãe disse: ‘Por que vocês estão tão tristes? Pelo menos aqui podemos comer’. Então tentávamos levantar nossos espíritos fazendo músicas”, relata.

Rádio

José Duarte de Siqueira era apenas um menino quando os soldados da borracha chegaram à sua cidade-natal, no Estado do Acre.

“Havia apenas um bar com um rádio. Escutávamos as transmissões em português da BBC de Londres e passávamos as notícias sobre a guerra para os que viviam nos seringais”, conta.

Foi pelo rádio que Araújo descobriu que a guerra havia terminado.

“Foi em 8 de maio de 1945 que eu ouvi as notícias, e estávamos muito felizes porque pensamos que receberíamos nossos pagamentos e poderíamos voltar para casa”, diz.

Pensão

Mas a prometida remuneração nunca chegou e, sem dinheiro para voltar, a maioria dos homens permaneceu nos seringais.

Após alguns anos, o governo começou a pagar a eles uma pequena pensão.

Hoje cerca de 8.300 soldados da borracha sobreviventes e 6.500 viúvas recebem R$ 1.020 por mês, mas é muito menos do que eles foram levados a acreditar que ganhariam.

Nos escritórios dilapidados do Sindicato dos Soldados da Borracha, Lima está otimista com a possibilidade de um aumento da pensão.

“Eu me tornei presidente do sindicato para lutar por justiça, porque os soldados da borracha merecem coisa melhor”, diz.

Políticos simpatizantes da causa nos Estados do Acre, de Rondônia e do Amazonas estão pressionando para que o aumento da pensão ocorra logo.

Em maio deste ano, foi feito um novo pedido de urgência para a aprovação do aumento.

Advogados

Uma equipe de advogados também tenta garantir indenizações.

“Meu avô foi um soldado da borracha, e eu cresci ouvindo suas histórias. A contribuição que eles deram e a injustiça contra eles são parte da memória do povo da região amazônica”, afirma o advogado Irlan Rogério Erasmo da Silva.

“Estamos pedindo R$ 764 mil para cada soldado da borracha. Não é só sobre o dinheiro que foi mandado pelos Estados Unidos. Estamos também pedindo indenizações pelas violações aos direitos humanos sofridas por eles”, diz.

Com a batalha legal em andamento, muitos dos soldados da borracha ainda sonham com a “volta para casa”.

“Fiquei esperando todos esses anos para receber meu dinheiro”, diz Araújo.

“Quando ele chegar, vou voltar para o nordeste. Meus pais já morreram, mas vou ficar com meus irmãos e minhas irmãs”, afirma.

Mas o tempo está se esgotando, e para muitos dos soldados da borracha, já é tarde demais.

Comarca de Aripuanã inicia julgamentos em agosto

Fonte o documento

Terão início no próximo dia 16, na Comarca de Aripuanã ;as sessões de julgamento do Tribunal do Júri designadas pela juíza titular Alethea Assunção Santos, para serem realizadas naquele município durante o segundo semestre de 2010. De acordo com o cronograma estabelecido pela magistrada, um total de 15 processos com réus presos serão submetidos a julgamento popular, sendo três no mês de agosto, cinco em setembro e sete em novembro.

Entre os casos a serem julgados está um homicídio ocorrido em 3 de fevereiro do ano passado, no centro da cidade. Conforme os autos, o denunciado, armado com uma faca, foi até a casa da vítima e lhe desferiu vários golpes no pescoço. O crime teria acontecido porque a vítima havia dito ao agressor que iria denunciá-lo pelo uso de drogas. O réu responderá por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de motivo fútil.

Conforme a gestora geral da unidade judiciária, Tânia Mara Becker Hort, a realização dos julgamentos representa um passo importante da comarca em direção ao cumprimento das metas instituídas no planejamento estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso, que elenca entre suas prioridades o julgamento de todos os processos de competência do Tribunal do Júri distribuídos até 31 de dezembro de 2007.

No mês de outubro não haverá julgamento em razão da prioridade a ser dada aos trabalhos eleitorais, pois a juíza Alethea Assunção Santos, além de titular da Comarca de Aripuanã, responde pela 11ª Zona Eleitoral que abrange, ainda, o Município de Colniza (1.065 km a noroeste da Capital).

Após o primeiro turno das eleições, os julgamentos no município serão retomados no mês de novembro. A previsão é que, até dezembro, outras sessões de julgamento pelo Tribunal do Júri possam ser designadas na Comarca de Aripuanã, onde tramitam um total de 5.612 processos.

As sessões do Tribunal do Júri terão início sempre às 8h.

Aprovado zoneamento da cana para Mato Grosso



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aprovou o zoneamento agrícola da cana-de-açúcar - ano safra 2010/2011- em dez Estados e no Distrito Federal. Objetivou-se, com a medida, identificar as áreas aptas e os períodos de plantio com menor risco climático para o cultivo em Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo, além do DF.

Para essa identificação foram avaliados, entre outros aspectos, as exigências hídricas e térmicas da cultura, a aptidão climática, as ofertas climáticas, a produtividade, o nível de tecnologia, os solos e o relevo. Para delimitação das áreas aptas ao cultivo da cana-de-açúcar em condições de baixo risco, foram consideradas as variáveis: temperatura média do ar, deficiência hídrica anual, índice de satisfação das necessidades de água (ISNA) e o risco de geadas.

No território mato-grossense, por exemplo, foram considerados aptos ao plantio de novas áreas de cana, destinadas à produção de etanol e açúcar (exceto mascavo), cidades como Água Boa, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Garças, Alto Taquari, Araguaiana, Barra do Bugres, Barra do Garças, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte, Campinápolis, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Campos de Júlio, Canabrava do Norte, Canarana, Cocalinho, Comodoro, Confresa, Conquista D’Oeste, Diamantino, Dom Aquino, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tangará da Serra, além de outros municípios.

Na lista das indicadas para o plantio da cana objetivando-se a produção de etanol, açúcar e outros afins, aparecem Nova Mutum, Paranaíta, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Vera, Várzea Grande, Santa Carmem, e demais.

No Brasil, o cultivo desta cultura destina-se, em sua maior parte, à produção de açúcar e de etanol, em menor escala, para outras finalidades, como a alimentação animal e fabricação de aguardente. Noticia veiculada pelo site sonoticias de Sinop.

Se esta moda pega


O candidato ao senado pela coligação Liberdade Produzir para Empregar João Correia e o jornalista da TV5, Demóstenes Nascimento brigaram quando gravavam um programa de entrevista para a emissora. Ambos envolvidos foram encaminhados ao 8º DP, delegacia localizada no bairro Xavier Maia, onde registraram queixa. Em seguida, o candidato do PMDB, João Correia foi levado ao Instituto Médico Legal – IML, para fazer exames de corpo delito.

Segundo noticia veiculada pleos meios de comunicação do Acre, João Correia, teve fratura em um dos dedos, além escoriações pelo rosto. Já o jornalista Demóstenes Nascimento, diz que foi xingado pelo candidato durante a gravação, em seguida João Correia teria o agredido fisicamente.

“Ele me chamou de vários palavrões, depois me agrediu, apenas me defendi, além disso, as gravações feitas provam o que afirmo, relatou, o jornalista Demóstenes Nascimento.

O candidato João Correia, contrariou as afirmações, do jornalista. De acordo com o candidato, durante a gravação do 2º bloco do programa, Demóstenes teria discordado de uma resposta sobre as obras de pavimentação da BR 364 no Acre, feitas por Correia, foi quando o jornalista começou a agredi-lo.

“Respondia um dos questionamentos do jornalista, quando o mesmo discordou de minha resposta, bastante nervoso, o jornalista se levantou, tirou o microfone e o paletó e começou a me bater. A única coisa que fiz foi tentar me defender das agressões”, comentou, João Correia.

Como calcular o consumo de energia



Todos os especialistas fazem coro ao dizer que a consciência do consumo leva a uma atuação ambientalmente responsável. Isso significa um planeta melhor e, quase sempre, economia no bolso.

Para isso é preciso ter no dia a dia a mesma atitude que se tem ao fazer o controle do orçamento familiar. A conta do consumo de energia elétrica não deve ser tratada diferentemente da que se faz com a do supermercado, da escola ou dos gastos com o carro.

Uma maneira simples e divertida de começar esse controle é entender como o consumo de energia pode ser melhor administrado no seu dia a dia e não apenas quando chega a conta de luz, no mês seguinte.

Para chegar a esse cálculo você precisa de quatro passos:

1. Pegar a potência de um aparelho elétrico (esse número, em watts, vem no próprio aparelho ou em seus manuais).

2. Dividir essa potência (P) por 1.000.

3. Multiplicar pelo tempo em que o aparelho ficou ligado (T).

4. Multiplicar pelo custo do kWh de sua concessionária de energia. A conta de luz traz o valor do kWh (kilowatt/hora).

Resumidamente, você terá P (potência) dividido por 1.000 vezes T (tempo). O resultado deverá ser multiplicado pelo valor do kWh.

Exemplo prático: o chuveiro. Uma média de potência é 5.000 watts. No caso de um banho de 20 minutos, a conta será: P (5.000 dividido por 1.000 = 5) multiplicado por T (tempo, que foi 20 minutos por dia x 30 dias = 600 minutos, ou 10 horas). Então, basta multiplicar 5 por 10 horas = 50. Aí multiplique pelo valor do kWh de sua conta (exemplo, R$ 0,30). Só com o banho o gasto será de R$ 15 por mês.

Pense numa casa de quatro pessoas. A conta pula para R$ 60 reais apenas com o chuveiro (fora os impostos que são cobrados em cima do valor da conta). Assim, se o banho for cortado para 10 minutos por dia, uma casa de quatro pessoas deixará de gastar R$ 360 por ano apenas no banho. Dá para economizar em todo o resto. E o planeta lucrará também.

MT quer produzir 60% mais arroz até 2020


Fonte famato
Conforme a Federação da agricultura de Mato Grosso Famatao ,Mato Grosso tem condições de aumentar a produção de arroz em até 60% até 2020, passando das atuais 800 mil toneladas para até 1,3 milhão de toneladas.
A estimativa do potencial é baseada em fatores como a melhora na qualidade dos grãos e o uso da cultura em sistemas de rotação.
Segundo a entidade, no entanto, o crescimento depende da criação de um fundo privado para financiar o investimento em novas tecnologias de produção e dar apoio à comercialização.
O Fundarroz, como foi chamado, foi discutido em Cuiabá em evento que reuniu pesquisadores, produtores e analistas da Embrapa.
"A ideia é que participem produtores, indústria e comércio, cada um contribuindo com um pequeno percentual da produção para fazer o fomento", afirma Rui Prado, presidente da Famato.
Uma segunda reunião será marcada para discutir os detalhes financeiros do fundo, que seria totalmente privado, diz Prado.
"As perspectivas são muito boas. Hoje, a região Centro-Oeste come arroz que vem do Rio Grande do Sul. E isso quando o produto não vem importado da Argentina e Uruguai", diz.
Carlos Magri Ferreira, analista da Embrapa Arroz e Feijão, diz que a expectativa dos produtores mato-grossenses não é exagerada.
Segundo ele, o arroz de terras altas (sequeiro) saiu recentemente de um "longo período de transição" no mercado.
"Esse tipo foi o mais consumido no país até o final da década de 1970. Foi quando o arroz longo e fino, conhecido como agulhinha, passou a ser o preferido", afirma.
Desde então, segundo ele, pesquisas com novas variedades buscaram obter um grão de sequeiro com o mesmo aspecto longo e fino exigido pelo mercado. "Hoje isso já é possível", diz.

Lançado no mercado compensações ambientais.


Fonte FOLHA SP

O setor agropecuário de Mato Grosso, representado pelas entidades como a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária) e a Fiemt (Federação das Indústrias) lançaram na última semana uma bolsa de ativos ambientais que irá cadastrar, auditar e certificar propriedades rurais interessadas no mercado de compensações ambientais.
Os ativos de cada área serão avaliados a partir de parâmetros internacionais, diz Ricardo Arioli, diretor-executivo do Instituto Ação Verde, Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) ligada à Famato que irá se encarregar da certificação.
Ao final do inventário, os créditos serão colocados à disposição de quem quer compensar as emissões de suas atividades econômicas.
"Será uma plataforma de negócios. Uma empresa que utiliza carvão mineral nos EUA, por exemplo, poderá comprar ativos originados em uma fazenda de Mato Grosso", diz Arioli.
Segundo ele, o inventário não irá calcular o potencial de áreas de mata preservadas. Fatores como a biodiversidade e a "pegada hídrica" de cada propriedade também serão contabilizados e convertidos em créditos.
"Existem metodologias para calcular a contribuição de uma área de mata ciliar preservada para a disponibilidade de água em determinada região. Esse serviço ambiental pode se transformar em crédito", diz.
As primeiras áreas a serem cadastradas serão 1.234 pequenas propriedades ribeirinhas que participam de um programa de recuperação das margens do rio Cuiabá.
Arioli diz que Mato Grosso tem ativos ambientais suficientes para suprir com folga a demanda estadual. "Ao contrário do que costuma ser dito, temos mais ativos do que passivos."

Em contra partida .O ambientalista Laurent Micol, coordenador-executivo da ONG ICV (Instituto Centro de Vida), disse que avalia a proposta apenas como "uma intenção positiva".
"Na prática, o mercado de serviços ambientais ainda não existe. Não há compradores em grande escala e falta definir a regulamentação sobre o que pode e o que não pode ser contabilizado."