segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Logística é empecilho para o setor produtivo

Autor: A Gazeta


A Confederação Nacional da Indústrias (CNI) e mais 9 Federações da Indústrias que compõem a Amazônia Legal realizaram um estudo sobre os problemas logísticos e soluções para suprimento do maior gargalo da economia das regiões centro e norte do país. As análises apontam que um investimento de R$ 14 bilhões na construção de 9 eixos de integração poderiam reduzir os custos de 14 cadeias produtivas, 50 produtos e 98% da produção em toda região. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (19) durante II Fórum Estadual sobre Infraestrutura de Transportes.

Como maior produtor de soja, algodão e grande expansão territorial, Mato Grosso se torna um dos principais corredores carentes de investimentos. Entre os 9 eixos identificados como solução, 5 deles teriam intervenções dentro do Estado, como a conclusão da BR-163, a duplicação e melhoria da BR-364, a expansão da hidrovia Paraná-Paraguai, a construção da BR-242 (entre Sorriso e Peixe, no Tocantins), e a hidrovia Juruena-Tapajós.

Os demais pontos colocados como essenciais são a conclusão da rodovia Belém-Brasília, a melhoria das ferrovias da América Latina Logística (ALL) na malha norte e da Ferrovia Carajás e a hidrovia do rio Madeira. Em Mato Grosso um outro estudo foi realizado e apresentado especificamente sobre as necessidades e alternativas para o escoamento da produção. A elaboração foi feita pela Comitê Pró-Logística liderado por entidades das cadeias produtivas com base em análises técnicas, entrevistas e avaliações econômicas.
Neste estudo, chamado de Agenda Mínima de Mato Grosso, foi apontada a evolução no valor do frete no Estado entre os anos de 2003 e 2010, quando o essa despesa saltou de US$ 187 por tonelada para US$ 364, um acréscimo de 94%. Comparando ao custo do Paraná, outro grande produtor de grãos, o frete mato-grossense é 175% mais caro, visto que para o escoamento de uma tonelada, o produtor paranaense desembolsa US$ 132. Com esta diferença, o produtor do Centro-Oeste termina por ter um lucro muito menor do que o do produtor da região Sul. Na safra 2008/2009, por exemplo, o mato-grossense lucrou apenas 7%, ante 58% acumulado pelo paranaense. Para 2009/2010 a previsão é que o produtor de Mato Grosso amargue prejuízo de 3%, enquanto no Paraná haverá lucro de 52%.

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, diz que o próximo passo é a compilação dos estudos realizados pela empresa MacroLogística sobre todos os modais e alternativas na Amazônia Legal com os estudos desenvolvidos no Estado. "Vamos unir as informações, apurar e iniciar um processo de articulação política". Entre as propostas feitas pelo comitê estão as Parcerias-Público-Privadas (PPP) como forma de acelerar o processo de reestruturação.

O diretor da MacroLogística, Olivier Girard, explica que o estudo levantou todas as possibilidades, descartando as que iriam requerer muitos investimentos e que o retorno fosse abaixo do esperado. "Dos 42 eixos que surgiram durante a pesquisa, 13 não geravam economia e 7 já existem. Do que restou, 9 se mostraram viáveis e suficientes para os próximos 20 ou 30 anos

Megaoperação prende sete suspeitos de desmatamento ilegal no MT

Band Brasil


Uma operação realizada por agentes da Polícia Federal, Ibama, Funai e Força Nacional desmontou neste sábado um grupo supostamente envolvido em extração ilegal de madeira em Brasnorte (MT), a 575 km de Cuiabá. Sete pessoas, sendo um adolescente, foram conduzidos para prestar esclarecimentos à Delegacia de Policia Civil da cidade.
A ação, realizada pela manhã, foi resultado de investigação sobre possível invasão, exploração e extração ilegal de madeira na área indígena da tribo Irantxe-Manochi.

Na reserva foram encontradas áreas de desmates feitas por queimadas, motosserras e tratores, além de toras de madeira Itaúba, prontas para serem transportadas. As clareiras feitas serão analisadas via satélite pelo Ibama, para que sejam constatadas as reais dimensões da destruição da mata.

Nesta operação foram apreendidas seis motosserras, seis motocicletas, quatro tratores, uma carreta para o transporte de toras e uma espingarda calibre 18.

As seis pessoas responderão por crime ambiental e formação de quadrilha. O adolescente também responderá pelo ato infracional. Nenhum dos envolvidos possuía qualquer ligação com a tribo indígena que habita a reserva.

Aeronáutica confirma que avião desaparecido caiu no Nortão

Só Notícias - Sinop


A Aeronáutica confirmou que foi encontrada, no final da tarde de domingo, a aeronave agrícola que havia desaparecido na quinta-feira na região de Tapurah e Nova Mutum. Os destroços foram localizados a cerca de 300 km ao Norte de Cuiabá. "O local é da mata fechada e de difícil acesso. O avião foi localizado mas, como é muito difícil chegar ao local, não temos informações sobre o piloto" - disse um oficial do Aeronáutica.

A localização foi feita pelo Esquadrão de buscas e salvamentos sediado em Campo Grande (MS). Hoje, um helicóptero - que deixou Cuiabá logo nas primeiras horas da manhã - vai ao local. Um major do Centro Regional de Investigação e Prevenção a Acidentes (Ceripa), de Brasília, também foi designado para acompanhar o caso e iniciar as investigações sobre o acidente.
A aeronave estaria sendo pilotada por Vandecir Bispo de Souza, que é de Jaciara, cidade da região Sul do Estado. Luciano Barbosa Neves é primo do piloto que está desaparecido na região desde quinta-feira. Foi ele quem acionou o Comando Regional da Aeronáutica em Campo Grande.

O avião desapareceu no trajeto entre Tapurah e Nova Mutum. Ao que tudo indica, estava fazendo pulverização em lavouras quanto houve o acidente. Desde sábado, a Aeronáutica tem feito buscas.

Na quinta-feira, foi registrado um outro acidente envolvendo avião agrícola, na mesma região. O piloto Rafael Segala, 25 anos, perdeu o controle da aeronave Ipanema, de propriedade de um empresário do ramo de Sorriso. O vôo estava sendo realizado em uma lavoura na localidade do Barreiro, distante 60 quilômetros do centro da Sorriso, no Norte do Estado.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Revista diz que Maggi é nome mais forte da nova bancada ruralista

Fonte Rdnews
O ex-governador de Mato Grosso e senador eleito Blairo Maggi (PR) surge como nome mais forte da nova bancada ruralista, que chega ao Congresso Nacional com uma agenda ambiciosa de propostas para o campo, conforme aponta reportagem da revista Dinheiro Rural deste mês. Segundo Maggi, "o agronegócio tem que ser tratado como o setor mais estratégico para o desenvolvimento brasileiro".

Popular em seu Estado e com prestígio entre produtores de todos os portes, de pequenos a grandes, ele (Maggi) é visto como o interlocutor que faltava aos ruralistas para levar seus anseior ao governo e unir a desarticulada bancada num período repleto de votações sensíveis para o agricultor", diz trecho da reportagem.

Ainda segundo a revista, a grande expectativa gerada em torno do nome do republicano se deve, principalmente, devido à sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O capítulo rural no programa de governo da candidata Dilma Rousseff (PT), por exemplo, traz sugestões oferecidas pelo ex-governador. Vinculando sua imagem à de Lula, Maggi pautou sua campanha propondo melhora nas condições de produção para pequenos e médios agricultores e a luta pela regularização fundiária, processo que se arrasta mesmo com a aprovação de uma nova lei para o tema, em 2009".

Mesmo assim, o republicano garantiu durante toda a corrida eleitoral que não quer ser tachado como "senador ruralista" e sim como alguém comprometido com os interesses do Estado, mostrando, assim, uma característica até então desconhecida dos eleitores: a de empresário rural comprometido com a sustentabilidade ambiental. Mas nem sempre foi assim. Maggi, no início de seu primeiro mandato frente ao Palácio Paiaguás, chegou a receber o troféu "Motoserra de Ouro", concedido em 2005 por ONGs ambientalistas aos maiores desmatadores do país.

Desde então, o então governador trabalha para reverter a imagem. Chegou a ser considerado, incluisve, o "queridinho" dos ambientalistas. Um claro exemplo é o o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, com quem Maggi protagonizou diversas cenas de troca de farpas para depois, se tornarem amigos, rasgando elogios e cordialidades.

"A conquista de uma bancada com maior peso nas votações do Congresso se tornou uma meta das principais associações e empresas do setor. Segue o raciocínio de que, dado seu peso na economia, o setor agrícola deve buscar eleger um número de representantes compatível com sua importância na economia", aponta a revista.

São 367 mil eleitores pendentes em MT




Os eleitores ainda podem dar explicações para a Justiça Eleitoral sobre a ausência durante a eleição

Levantamento realizado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) revela que 367.311 eleitores do Estado ainda estão pendentes com a Justiça nas eleições de 2010. Os eleitores que não votaram e não justificaram a ausência no processo eleitoral em três eleições consecutivas têm o título eleitoral cancelado.

A legislação eleitoral permite que a justificativa seja realizada até 60 dias após as eleições. Cabe ao votante explicar a ausência em cada um dos turnos eleitorais. Entretanto, nessa etapa é preciso se dirigir ao cartório eleitoral onde consta a inscrição para solicitar a justificativa. Também é preciso dar suporte ao pedido, através da apresentação de documentos e ainda de explicações sobre a falta no processo eleitoral.

A não quitação com a Justiça Eleitoral gera impedimentos para o eleitor, como em relação a instituições bancárias, a participação em concurso público e ainda em relação à obtenção de passaporte. Cabe ao juízo eleitoral deferir ou não o pedido de justificativa. Nas eleições deste ano o Tribunal disponibilizou, além das seções tradicionais, mesas receptoras específicas para justificativa.

No levantamento realizado pelo TSE, o quadro aponta que em relação à primeira votação a regularização chega a 32,20% dos 24.610.296 eleitores que não compareceram às urnas. No segundo turno a quitação eleitoral chega a 32,83% do total de 29.197.152 votantes ausentes.
A Justiça Eleitoral alerta que termina no dia 2 de dezembro o prazo para apresentação de requerimento para justificativa dos que faltaram ás urnas no primeiro turno. Quem deixou de votar ou justificar no segundo turno tem até o dia 30 de dezembro para sanar o débito com a Justiça Eleitoral.

No pedido de justificativa deve constar o nome, data de nascimento, filiação, número do título e endereço atual. O eleitor também deve informar o motivo da ausência à votação, cabendo ainda apresentar cópia de documento que comprove sua identidade. Dados incorretos podem gerar indeferimento do pedido.

Fiemt promove fórum de logística e apresenta estudo inédito sobre o tema

tvaripauna/com assessoria

Um estudo tecnico de alto nivel, que confirma o que a muitos anos os empresarios da região norte de Mato grosso ja sabiam. Ou seja , a solução de logistica é a saida para o norte.

O assunto logística, em âmbito regional, já é muito conhecido por todos tanto da classe empresarial quanto da própria sociedade, principalmente os entraves relacionados ao tema. Contudo, as soluções para os problemas de Mato Grosso ainda se mostram ‘tímidos’, frente à real necessidade estadual. Diante do fato, um completo e inédito estudo sobre o tema foi elaborado para servir de subsídio às ações do poder público, e será apresentado durante o II Fórum Estadual de Infraestrutura de Transportes de Mato Grosso, no dia 19/11, a partir das 8h, na sede do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt).
O estudo compõe o Projeto Norte Competitivo, que analisa a complexa realidade socioambiental e geográfica da região Amazônica e propõe a implementação de uma infraestrutura de transporte - baseada em eixos de desenvolvimento - que forme um sistema de logística integrado, sem fronteiras estaduais, e intermodal, privilegiando aquele de menor custo. O projeto foi realizado pela Ação Pro-Amazônia - grupo formado por nove Federações de Indústrias dos Estados que compõem a região da Amazônia, Norte e Centro-Oeste, da qual a Fiemt faz parte -, em parceria com a consultoria Macrologística, e lançado em nível nacional nesta semana em São Paulo.

Durante o Fórum Estadual no dia 19/11, o foco será a pesquisa com ênfase no s dados de Mato Grosso. A apresentação dos resultados será feita pelo diretor do Projeto Norte Competitivo, Olivier Girard.

Na ocasião haverá também o lançamento da Agenda Mínima da Infraestrutura de Logística e Transportes de Mato Grosso, elaborada pela Fiemt, apresentada pelo presidente em exercício da instituição, Jandir Milan. O diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, convidado do encontro, falará sobre o Panorama Geral da Infraestrutura no Estado na visão do DNIT. Além dessas, uma explanação das ações do Movimento Pro-Logística, feita pelo coordenador da iniciativa, Edeon Vaz Ferreira, complementa o evento. Após as palestras, o Fórum abrirá espaço para um debate entre os presentes.
O II Fórum Estadual de Infraestrutura de Transportes de Mato Grosso é promovido pela Fiemt, em parceria com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme). As inscrições são gratuitas e limitadas.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (65) 3611-1666/1654 ou operacional.ueda@fiemt.com.br

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Suspensa audiência em Sinop

A audiência pública que seria realizada amanhã pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para apresentação do Estudo de Impacto Ambiental da Usina Hidrelétrica de Sinop foi suspensa por determinação judicial.

A decisão liminar, concedida pela Justiça Federal, é resultado de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop. Com o cancelamento da audiência, o procedimento que dispõe sobre o licenciamento ambiental da referida usina ficará suspenso.

Segundo o MPE a ação do MPE buscou garantir a suspensão liminar do procedimento de licenciamento por entender que a condução do processo não compete à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), mas ao Ibama. Ainda segundo o MPE a usina hidrelétrica de Sinop integra um Complexo Hidrelétrico, portanto, as obras devem ser analisadas como um todo, pois devem gerar grandes impactos ambientais regionais. O referido complexo é composto ainda pelas UHE São Manoel, UHE Teles Pires, UHE Colíder, UHE Magessi e UHE Foz do Apiacás.

Na ação, o MPE requereua nulidade do procedimento de licenciamento ambiental da UHE de Sinop e, cumulativamente, das demais componentes do complexo hidrelétrico do Rio Teles Pires, cujo procedimento de licença ambiental esteja a cargo da Sema. A liminar concedida pela Justiça Federal garante apenas a suspensão do procedimento para licenciamento da Usina de Sinop.

O magistrado determinou o chamamento do Ibama para manifestar-se e depois decidirá sobre o pedido liminar mais detidamente. A liminar foi concedida ao Ministério Público nesta terça-(16), pelo juiz federal substituto, Murilo Mendes