terça-feira, 23 de novembro de 2010

Logística de transporte

ALFREDO DA MOTA MENEZES é professor universitário e articulista político.





O jornal Folha de S. Paulo publicou longa matéria sobre logística de transporte na Amazônia Legal. Tomou como base um estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria e pelas federações de indústrias de Mato Grosso, Tocantins, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia. O estudo recebeu o nome Ação Pró-Amazônia e também Norte Competitivo.

As entidades patronais vão levar o estudo aos congressistas e governadores eleitos da região. É proposta uma ação integrada para o transporte de toda a área. Não é um estado fazendo estradas descoordenado dos interesses dos outros estados.

A intenção é atuar em conjunto para resolver o grave problema de infra-estrutura de toda a região. E também, talvez pela primeira vez, tentar fazer que todos os parlamentares da área, principalmente os senadores (24 dos 8 estados), atuassem em Brasília numa mesma direção.

Veja a importância para MT do estudo feito pela Macrologística (a mesma empresa que fez os estudos para o porto de Morrinhos na hidrovia Paraguai-Paraná). Obras elencadas pelo estudo: hidrovias Juruena-Tapajós, Teles Pires-Tapajós, Paraguai-Paraná, Araguaia-Rio das Mortes e Tocantins até Estreito; estrada de ferro Carajás; BR-163 via Miritituba; ferrovia até Lucas do Rio Verde; BR-163 via Santarém; BR-364. Das onze obras, nove delas interessam ao estado.

A região coberta pelo estudo tem 5,2 milhões de quilômetros quadrados, que correspondem a 60% do território do país. A intenção é melhorar o desempenho de 16 cadeias produtivas da área.

O estudo detectou 151 projetos relevantes para a Amazônia Legal que custariam 52 bilhões de reais. Diminuíram para uma lista menor de 71 projetos com gastos de 14 bilhões. Enxugaram mais ainda, com uma lista prioritária de 34 projetos que custariam 6,8 bilhões de reais. Se saírem pelo menos esses já seria uma vitória.

O projeto critica o PAC para a área. Mostra que "o programa olha obras isoladas, sem vínculo com um sistema logístico". Ou, em palavras diferentes, fazem-se algumas obras, mas sem uma visão integrada da região.

O estudo diz que a região não seria competitiva em exportação com os países sul americanos. Vou meter minha colher de pau nesse item. Pode ser que não seja competitivo para alguns estados da região, mas para MT, MS e Acre acho que seria. Somos estados fronteiriços, produtos dos outros deveriam andar longas distâncias.

Ouso mais um passo: será que os produtos da Zona Franca de Manaus não poderiam ir até Santarém por água? Daí, através da rodovia 163, chegar a Cuiabá ou a Cáceres e serem levados para os países dos Andes? Ou, chegando em Cáceres e através da hidrovia Paraguai-Paraná, para o Mercosul? A matéria do jornal não mostra se o estudo analisou esse viés.

Logística de transporte

ALFREDO DA MOTA MENEZES é professor universitário e articulista político.


O jornal Folha de S. Paulo publicou longa matéria sobre logística de transporte na Amazônia Legal. Tomou como base um estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria e pelas federações de indústrias de Mato Grosso, Tocantins, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia. O estudo recebeu o nome Ação Pró-Amazônia e também Norte Competitivo.
As entidades patronais vão levar o estudo aos congressistas e governadores eleitos da região. É proposta uma ação integrada para o transporte de toda a área. Não é um estado fazendo estradas descoordenado dos interesses dos outros estados.
A intenção é atuar em conjunto para resolver o grave problema de infra-estrutura de toda a região. E também, talvez pela primeira vez, tentar fazer que todos os parlamentares da área, principalmente os senadores (24 dos 8 estados), atuassem em Brasília numa mesma direção.

Veja a importância para MT do estudo feito pela Macrologística (a mesma empresa que fez os estudos para o porto de Morrinhos na hidrovia Paraguai-Paraná). Obras elencadas pelo estudo: hidrovias Juruena-Tapajós, Teles Pires-Tapajós, Paraguai-Paraná, Araguaia-Rio das Mortes e Tocantins até Estreito; estrada de ferro Carajás; BR-163 via Miritituba; ferrovia até Lucas do Rio Verde; BR-163 via Santarém; BR-364. Das onze obras, nove delas interessam ao estado.

A região coberta pelo estudo tem 5,2 milhões de quilômetros quadrados, que correspondem a 60% do território do país. A intenção é melhorar o desempenho de 16 cadeias produtivas da área.

O estudo detectou 151 projetos relevantes para a Amazônia Legal que custariam 52 bilhões de reais. Diminuíram para uma lista menor de 71 projetos com gastos de 14 bilhões. Enxugaram mais ainda, com uma lista prioritária de 34 projetos que custariam 6,8 bilhões de reais. Se saírem pelo menos esses já seria uma vitória.
O projeto critica o PAC para a área. Mostra que "o programa olha obras isoladas, sem vínculo com um sistema logístico". Ou, em palavras diferentes, fazem-se algumas obras, mas sem uma visão integrada da região.

O estudo diz que a região não seria competitiva em exportação com os países sul americanos. Vou meter minha colher de pau nesse item. Pode ser que não seja competitivo para alguns estados da região, mas para MT, MS e Acre acho que seria. Somos estados fronteiriços, produtos dos outros deveriam andar longas distâncias.
Ouso mais um passo: será que os produtos da Zona Franca de Manaus não poderiam ir até Santarém por água? Daí, através da rodovia 163, chegar a Cuiabá ou a Cáceres e serem levados para os países dos Andes? Ou, chegando em Cáceres e através da hidrovia Paraguai-Paraná, para o Mercosul? A matéria do jornal não mostra se o estudo analisou esse viés.

Zoneamento sócio-econômico-ecológico no MT é aprovado para consolidar áreas produtivas

Fonte http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=79203
Zoneameanto sócio-ambiental do MT finalmente vai ser colocado em prática, consolidando áreas já abertas para a agricultura. De outro lado, ambientalistas confundem a sociedade, ao dizer que o zoneamento estimula o aumento do desmatamento.
Após 20 anos de insistência, o Zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico do Mato Grosso enfim será colocado em prática, consolidando áreas já abertas para a agricultura. Desinformados, ambientalistas confundem a sociedade ao dizer que o zoneamento estimula o aumento do desmatamento nas regiões.

Ricardo Arioli, vice-presidente Oeste e diretor de sustentabilidade da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), deixa claro que o zoneamento não autoriza abertura de novas áreas para produção agrícola, apenas consolida os 35 milhões de hectares (8 milhões destinados a agricultura e 27 milhões de pastagens) do que já é produtivo no Estado. Segundo ele, esse território representa 36% do Mato Grosso contra 64% de áreas intactas em preservação ambiental.

Arioli afirma ainda que o zoneamento não abrange reservas indígenas e nem áreas preservadas, e que uma não-aprovação da medida traria um retrocesso à economia do Estado.

Flagrantes dão sequência à operação iniciada em junho em outra terra indígena do Nortão, porém, sem presos


Fonte Diario de cuiaba
A Polícia Federal prendeu em flagrante seis pessoas neste último fim de semana extraindo madeira ilegalmente da reserva indígena Irantxe/Manochi, em Brasnorte (a 579 Km de Cuiabá). As prisões foram parte da Operação Fazenda Brasil, mais um desdobramento da Arco de Fogo. A PF, que agiu em conjunto com diversos outros órgãos, divulgou oficialmente seis prisões, mas haveria ainda um sétimo flagrante.
A Terra Indígena Irantxe/Manochi já havia sido alvo de operação contra a extração ilegal de madeira em junho. Segundo o chefe de fiscalização do Ibama em Mato Grosso, Luciano Guerra Cotta, as equipes da operação Arco de Fogo estiveram no local e realizaram apreensões na região sul da área, mas não houve flagrante.

Como havia indícios de que a prática ilegal não cessara, especialmente na parte norte da terra indígena, os agentes da PF com os da Força Nacional, fiscais do Ibama e da Fundação Nacional do Índio (Funai) retornaram ao local com a ajuda do líder da etnia irantxe, desta vez com flagrantes.

Além das seis prisões oficialmente divulgadas por crimes ambientais, formação de quadrilha e furto de bens da União, foram apreendidos equipamentos como quatro tratores, seis motosserras, machados, espingarda, um caminhão e seis motocicletas.

A PF ainda deixou claro que as investigações sobre exploração de madeira ilegal em áreas da União na Amazônia vão continuar. O objetivo é responsabilizar os responsáveis pela contratação de mão-de-obra utilizada no desmatamento. Por isso, também serão mantidas operações pontuais no Estado, principalmente em sua região noroeste.
Uma das mais recentes operações do tipo da Fazenda Brasil, e igualmente denominada, foi em outubro, quando também foram presas seis pessoas – entre grileiros, fazendeiros e madeireiros do Nortão - acusadas de extrair madeira ilegal na Terra Indígena Aripuanã (a cerca de 1 mil km de Cuiabá). Neste caso, o delegado da PF, Paulo Melo, chegou a afirmar que os índios cinta-larga – uma das etnias predominantes na região - facilitavam o acesso dos madeireiros à área (cinco terras indígenas e um parque), que é protegida pela União. Por outro lado, ele não sabia dizer o que os índios receberiam em troca.
COMBATE - É para combater este tipo de prática que os governos estadual e federal iniciaram ontem, em Várzea Grande, uma oficina de integração dos esforços entre as duas esferas. A intenção é concatenar e desenvolver em conjunto ações do Plano de Ação para o Controle e Combate ao Desmatamento na Amazônia (PCCDAM, federal) e do Plano de Ação do Desmatamento e Queimadas de Mato Grosso (PPCDQ, estadual) em prol do combate e controle de queimadas e desmatamento.

O trabalho em parceria com o Estado e 13 órgãos federais está sendo conduzido pela Presidência da República. O representante da Casa Civil, sub-chefe adjunto de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais, Johaness Eck, argumentou que a tentativa de aproximar os órgãos e fazê-los atuar em conjunto parte do princípio de que a preservação da Amazônia não se trata apenas de uma questão ambiental.
Ou seja, trata-se também de uma questão econômica. Nesse sentido, a superintendente de Monitoramento de Indicadores Ambientais do Meio Ambiente estadual (Sema), Elaine Corsini, destaca a necessidade de o Estado e o governo federal fortalecerem as atividades de exploração sustentável da floresta e das áreas já modificadas de forma a evitar novas frentes de desmatamento. Ações deste tipo, segundo a ambientalista, deverão estar presentes num cronograma a ser produzido durante a oficina. “A redução [do desmatamento] tem sido efetiva, mas é preciso pensar em alternativas para que ela se mantenha”, defendeu.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Aripuanã sera dos municipios que terão Unidades Demonstrativas de feijão


tvaripuana/com assessoria
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2009), a agricultura familiar participa com 15% da produção de feijão no Estado de Mato Grosso, produzindo em torno de dez mil toneladas. Para ampliar a área e melhorar a qualidade da cultura, o pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Valter Martins de Almeida, e parceiros desenvolvem projeto de avaliação de genótipos de feijoeiro comum e difusão de boas práticas agrícolas para pequenos e grandes produtores.

A cultura do feijoeiro no Estado ocupa uma área de 50 mil hectares, com uma produção de 79 mil toneladas e produtividade média de 1.600 quilos por hectare. O objetivo do projeto é a recomendação de novas cultivares e a transferência de tecnologia. Segundo o pesquisador serão implantadas oito Unidades Demonstrativas (UD), nos municípios de Aripuanã, Juína, Colniza, Acorizal, São Pedro de Joselândia, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães e Lucas do Rio Verde. “Vamos testar dez variedades de feijão que melhor se ajustam em solo de menor fertilidade e em locais de temperaturas mais elevadas”, ressalta Martins.

Esse projeto conta com a participação de produtores, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Extensionistas e técnicos participaram de um curso de capacitação sobre a cultura do feijão no município de Alta Floresta, no mês de outubro, conhecendo o ciclo da cultura, cultivares mais tolerantes a altas temperaturas, programação de plantio, colheita e outros.

A pesquisa visa proporcionar um atendimento diferenciado a pequenos agricultores, dando ênfase na escolha da área para implantação da cultura, informar a época de semeadura na agricultura familiar que acontece nos meses de fevereiro/março, para o feijão da seca. Adequar o ciclo da cultura com a distribuição de chuvas (fase reprodutiva, formação e enchimento dos grãos), e variedades tolerantes a temperatura acima de 30 graus.

O feijão oferece uma proteína vegetal de baixo custo na dieta alimentar, evitando deficiências nutricionais de ferro e zinco, principalmente nas crianças. O feijoeiro comum no Estado é produzido tanto em área empresarial como na agricultura familiar.

Aripuanã: Campanha de doação de mudas para arborização urbana



Redação: Topnews
Com a intenção de aumentar a arborização urbana de Aripuanã, a Energética Águas da Pedra em parceria com a Prefeitura Municipal através da Secretaria de Meio Ambiente, criarão a campanha “Árvore da Vida”, que consiste na doação de poucas mudas para a população em geral.

Durante todo o dia 19 de novembro na Secretaria de Meio Ambiente que fica em frente a Secretaria de Educação, estará acontecendo a doação das mudas para a população. Será doada muda de Oiti espécie ideal para arborização urbana e Cupuaçu uma frutífera de pequeno porte e ambas ótimas para sombra.

O Prefeito Municipal Carlos Roberto Torremocha “Betão”, considera a ação de grande importância para o município, “uma cidade como a nossa que está na Amazônia, quase não se vê árvores no perímetro urbano” e também ressaltou que pretende buscar mais parcerias em ações como essas que são fundamentais para o futuro de Aripuanã.
O Gerente de Meio Ambiente da Águas da Pedra, Paulo Rogério Novaes explicou que através do Programa de Conservação da Flora e Germoplasma contido no PBA – Projeto Básico Ambiental da UHE Dardanelos, já doou mais de 800 mil mudas para a recuperação de áreas degradadas e pequenas campanhas isoladas em bairros para arborização urbana. O frisou que a empresa pretende fazer mais ações como essa no período das chuvas.
Qualquer pessoa que quiser uma muda ou mais para plantar na zona urbana, é só ir até a Secretaria de Meio Ambiente Municipal – SEMAM que fica em frente a Secretaria de Educação aos fundos da Escola São Francisco de Assis

Bacia do Juruena: EPE publica avaliação integrada

Da Agência Ambiente Energia - A Empesa de Pesquisa Energética (EPE) disponibilizou na sexta-feira, dia 19 de novembro, a íntegra da Avaliação Ambiental Integrada da Bacia do Rio Juruena, na região Amazônica. O documento trata dos impactos e efeitos cumulativos e sinérgicos da alternativa de aproveitamentos hidrelétricos selecionada nos Estudos de Inventário Hidrelétrico da bacia, e sua associação com os aproveitamentos em operação, em construção ou inventariados na bacia.

Segundo o estudo, nove usinas estão localizadas na bacia do Juruena, sendo seis pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e três centrais geradoras hidrelétricas (CGHs), que somam potência de 93,7 MW. O estudo aponta ainda que estão em construção cinco PCHs. Em outorga, existem ainda sete PCHs e duas CGHs. O levantamento aponta que o rio com maior potência aproveitada é o rio do Sangue (PCHs Baruíto e Garganta da Jararaca), seguido do rio do Sacre (PCH Sacre 2).


“O rio Juruena é atualmente o terceiro em potência gerada que, com a entrada em operação das usinas em fase de construção: PCHs Rondom, Parecis, Sapezal, Cidezal e Telegráfica, e da outorga das PCHs Ilha, Segredo e Jesuíta, será responsável pela maior parte da energia a ser gerada na bacia”, diz o estudo.

As PCHs, segundo o estudo, são as maiores produtoras de energia da bacia, correspondendo a 57% do total gerado, enquanto que o montante proveniente de Usinas Termoelétricas (TEs) atinge 12%, as CGHs respondem por cerca de1% e a autoprodução de energia cobre o restante da geração na bacia