quarta-feira, 13 de julho de 2011

Que país é esse? Onde vamos chegar?

Índios ameaçam quebrar cadeia para libertar detidos em Juína

Fonte JNMT de Juína




Um grupo de índios se reuniu e criou um documento solicitando das autoridades a liberação dos três indígenas que estão detidos na cadeia pública de Juína, noroeste do estado, acusados de terem assassinado Francisco Avacir Gomes, 54 anos, na noite de segunda-feira (11), após uma confusão em um bar. Os indígenas não admitem a prisão dos acusados, já que segundo eles, o crime foi em legítima defesa.
“A vítima estava ameaçando Jair (líder indígena preso) há algum tempo. No bar a vítima chegou armada com uma faca e desferiu um golpe” – explicou o líder indígena Dalaimacê, da etnia Ena-Wene-Nawe.

 O líder já está mobilizando centenas de índios de diversas etnias da região. “Comunicamos nossos parentes que devem chegar até quinta-feira, para resgatar os presos” – contou. Caso não sejam atendidos, os índios prometem destruir a cadeia. “Vamos quebrar tudo e liberar todo mundo” – alertou.

A reportagem procurou o judiciário, porém a juíza substituta Elza Yara Ribeiro Sales não se inteirou sobre o pedido e informou através da assessoria que se manifestará a imprensa ainda esta semana. O coordenador da Funai de Juína Antônio Carlos de Aquino que está em Cuiabá, informou ao JNMT que já se reuniu com o procurador federal do órgão, solicitando a petição para o relaxamento da prisão. O procurador alegará a legítima defesa e pedirá que os detidos possam ficar sobre a tutela da Funai.

'Peixe-chinelão' é nova espécie de MT catalogada cientificamente

FonteDo Globo Natureza, em São Paulo
Reconhecimento oficial de que se tratava de nova variedade tardou 35 anos. Peixe tem cerca de 40 cm; nome popular se deve à sua forma achatada


Uma nova espécie de peixe encontrada no Rio Aripuanã, em Mato Grosso, foi descrita cientificamente por pesquisadores brasileiros. Denominado Trachycorystes menezesi, a espécie é popularmente conhecida por "peixe-chinelão" devido à sua aparência achatada.

O peixe-chinelão foi encontrado em uma área próxima ao município de Aripuanã pelo pesquisador Heraldo Britski, professor aposentado da Universidade de São Paulo, em 1976, durante expedição feita à região, na época considerada inóspita.

Segundo Britsky, o animal só foi descrito em 2011, com artigo publicado na revista científica "Neotropical Ichthyology", devido à "falta de tempo". O nome "menezesi" foi uma homenagem ao explorador Naércio Menezes, um dos condutores da expedição em 1976.

“Nós temos vários critérios a cumprir quando encontramos uma espécie nova. Contei com a ajuda do pesquisador Alberto Akama, que foi mais fundo na análise do gênero Trachycoystes, fazendo inclusive sua tese de doutorado sobre o assunto”, afirmou.

Características

Com aproximadamente 40 centímetros de comprimento e de cor alaranjada, o peixe-chinelão é uma espécie endêmica (vive apenas em uma região geográfica). Ele pode ser encontrado nas águas do Rio Aripuanã, próximo à formação das cachoeiras de Dardanelos e Andorinhas.

“Na época existia um povoado naquela região. Nós subíamos de barco pelo Rio Madeira para depois entrar no afluente do Aripuanã. Foram descritas várias espécies endêmicas naquela área e o Trachycorystes menezesi se soma a elas”, diz o pesquisador.

Segundo o pesquisador, com o avanço das cidades sobre a floresta e a construção de usinas hidrelétricas na região, algumas espécies que sequer foram descritas pelo meio científico podem ter desaparecido.

De acordo com Britski, o peixe-chinelão pode não ter seguido o mesmo destino, mas sua população poderia ter sido reduzida. “A destruição da mata pode levar à extinção daquilo que não foi revelado. O problema é conseguir conservar e impedir que a destruição represente a extinção de outras espécies”, afirma Britski.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Australiano "pesca" crocodilo de mais de 5 metros



Crocodilo giganteReprodução/The Sun/Katrina Bridgeford / Rex Features
Brutus, o crocodilo de 5,5 metros, é uma das atrações de um passeio turístico para lá de inusitado no rio Adelaide, na Austrália

Já pensou em dar de cara com um crocodilo de 5,5 m de comprimento bem pertinho de você? Pois foi exatamente esse susto que levaram os passageiros de um barco turístico, durante um passeio pelo rio Adelaide, na Austrália.

Na verdade, a fera gigantesca está bem acostumada a aparecer ao lado da embarcação - que, aliás, promove excursões do tipo "passeie pelo rio dos crocodilos saltitantes".

O réptil tem até nome, segundo reportagem publicada nesta terça (12) pelo site britânico The Sun. Ele se chama Brutus e só estava abocanhando seu almoço (um naco de carne de búfalo), colocado na ponta de uma vara de pescar.

Quem clicou o crocodilo durante a "pescaria" foi a autraliana Katrina Bridgeford.
- Eu não esperava ver algo como aquilo. Não pude acreditar na distância em que ficamos dele. Quem colocasse a mão para fora do barco poderia tocar o crocodilo.

Brutus, que perdeu uma das patas, é a atração favorita dos turistas do cruzeiro inusitado.

Pagot nega irregularidade no DNIT-MT com empresa da família de superintendente


Fonte: Só Notícias

Após mais de quatro horas de depoimento, o diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, fez os esclarecimentos que precisava aos senadores. Houve alguns momentos de pressão, principalmente, por parte do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) que queria ver o diretor apontando os erros no órgão e os possíveis culpados por estes. Mas, Pagot frustrou os planos do senador ao negar todo e qualquer tipo de denúncia de corrupção no órgão. Ele também explicou os motivos de alguns sobrepreços apontados em algumas obras, mas ressaltou que todos os trabalhos do Dnit passam por fiscalização rígida do TCU e CGU.

Pagot finalizou o depoimento dizendo que está tranquilo sobre as denúncias e disse que seu patrimônio está à disposição para análise. Ele ressaltou que caso não permaneça a frente do órgão, voltará a iniciativa privada. "Estou doido para voltar para a iniciativa privada. Se vou continuar [a frente do Dnit] só depende da presidente Dilma Rousseff", ressaltou.

O senador mato-grossense Pedro Taques (PDT). Ele reconheceu que Pagot "é competente e conhece a área como poucos no Brasil. A primeira foi sobre a situação jurídica dele no órgão. Luiz Pagot respondeu que havia pedido férias com antecedência. "Se serei exonerado ao completar período de férias até dia 21, é questão que depende da presidente Dilma. Tenho consicência das minhas virtudes tanto das minhas falhas, da quantidade horas que trabalho em busca de obras de qualidade com preços competitivos", expôs.

Taques questionou ainda: "como chegamos a um sobrepreço de R$ 95 milhões em uma obra na rodovia BR-060. o DNIT não viu isto antes do Tribunal de Contas"? Pagot respondeu que são feitos relatórios locais e o departamento tem 5 dias para se defender. Na maioria dos casos, as justificações e explicações são aceitas, disse.

Ele também respondeu pergunta de Taques que citou relatório de fiscalização sobre obstrução dos trabalhos de inspeção no DNIT. "Nego veementemente obstrução de fiscalização a integrantes do Tribunal de Contas da União, conforme consta em relatório. Não posso admitir isso...estendemos tapete vermelho para TCU e CGU. Os gestores respondem com seu patrimônio. Nós respondemos com nosso patrimônio, senador Pedro Taques, e não podemos correr o risco de perder o pequeno patrimônio nosso e da família. Quem quer ser apenado com uma observação como essa que eu até fico revoltado", afirmou Pagot.


O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi o principal questionador. Ele chegou a afirmar que tinha 54 perguntas para fazer a Pagot, mas que por falta de tempo não poderiam ser realizadas. Foi dele a pergunta mais contundente, sobre a possível ligação entre os aumentos dos aditivos para as empresas que foram as principais doadoras de campanha da presidente Dilma Rousseff.

Pagot disse desconhecer a ligação sobre doadores de campanha com aumento de aditivos das obras. Ele ressaltou que no Dnit isso não ocorre. "No Dnit não tem ligação entre empresas doadoras com aumento de aditivos", apontou. Em um pequeno embate, o senador tucano chegou a declarar que Pagot insultava a inteligência das pessoas ao afirmar que tudo se fez corretamente no Ministério dos Transportes estava correto e dentro da lei. “Os preços estão inflados demais. Há superfaturamento em obras do Dnit”, ressaltou. Pagot discordou das palavras do parlamentar.

Ao responder ao questionamento do senador Ciro Miranda (PSDB-GO), Pagot disse que continua a frente do Dnit e que apenas está gozando de férias. Para seu lugar, está um substituto de sua confiança.

Cinco índios são presos acusados de matar homem a golpes de taco de sinuca


Marcos di Peres
TV Record de Juina




Um crime violento aconteceu nesta segunda-feira, 11,  em frente ao um bar na Avenida 9 de maio, centro da cidade de Juina, no Noroeste de Mato Grosso. Por volta das 21h40m um homem foi morto de forma brutal. Os acusados do crime são indígenas que residem em reservas localizadas em Juína, Cotriguaçu e Brasnorte. Todos eles foram presos. Francisco Alvacir Gomes, 54, a vítima, estava residindo há dois meses em um hotel da cidade e trabalhava em fazendas.
Segundo o que foi apurado pela Polícia, Francisco passou a desferir diversos palavrões por telefone aos índios que estavam bebendo e jogando sinuca no Bar Vermelho. A venda de bebida alcoolica a índios é proibida pela Lei.
Após a discussão por telefone, Francisco foi ao bar de encontro com os índios e em posse de uma faca desferiu um golpe no peito do índio Jair Candeiro, 40. Os demais índios ao vê-lo ensangüentado se revoltaram, dominaram a vitima, tomaram a faca e a levaram para a calçada.
Na calçada, Francisco foi brutalmente espancada a golpes de cabo de vassoura, taco de sinuca, socos e ponta pés, conforme a confissão Marcos Pubudu Rikbaktsa, durante entrevista no Copom e que revelou a participação de todos na briga. Ainda conforme Marcos, os demais indígenas principalmente Jair que mesmo ferido efetuou vários golpes com o taco na cabeça da vitima.
Além de Marcos,  foram conduzidos pela PM, Adeuson Wariuta, 27, morador da aldeia escondido no município de Cotriguaçu e Eleno Hoktobyi, 27, residente da aldeia Seringal 01 em Brasnorte, os dois disseram que não participaram da confusão.
Francisco chegou a ser socorrido pelo Samu, mas morreu na sala de raios-X do hospital municipal. Segundo Dr. santos médico que o atendeu, seu estado era delicado, ele teve afundamento no crânio, costelas quebradas, varias lesões na cabeça provocada pela violência e parte do rosto desfigurado.
Jair que foi encaminhado ao hospital municipal permanece em observação, mas está fora de perigo, quando receber alta deverá prestar esclarecimentos a polícia, os demais índios foram levados ao CISC e poderão ser também autuados em flagrante delito.
 

Pagot pode fazer um estrago no Govrno do PT

Pagot deve ir hoje ao Senado rebater as denúncias que estaria envolvido em casos de direcionamento de licitações em troca de propinas supostamente pagas por empreiteiras. Ele passou os últimos dias concentrado em sua defesa e, considerado seu estilo linha dura, pode fazer algumas revelações que incomodariam ainda mais o governo. Ontem, circulou em Brasília rumores que líderes petistas estariam tentando evitar a ida de Pagot a uma comissão do Senado para tratar das denúncias.


Ja na segunda-feira (11), pela manhã o líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), afirmou em Plenário, que a prática do mensalão continua a existir. - Ao contrário do que muitos imaginam, o mensalão está vivo, muito vivo, resistindo às intempéries. As tempestades da indignação que eventualmente ocorrem no País não foram suficientes para dizimar o mensalão do cenário nacional. O que ocorre no Ministério dos Transportes ou o que ocorreu até esses dias, que nome deve ter? – afirmou.

Alvaro Dias avalia ser possível resgatar a credibilidade do governo se a denúncia no Ministério dos Transportes for levada a termo com a investigação de quem são os implicados, como funciona o esquema, quem são os beneficiados, de modo que o governo esclareça à sociedade e puna os responsáveis. Ele advertiu, porém, que a ida de Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), afastado do cargo desde a eclosão do episódio, poderá evidenciar o esquema.

Usina fará compensação de recursos a dois municípios



Fonte Diario de cuiaba
Pela primeira vez no Brasil, uma usina hidrelétrica fará compensação em recursos aos municípios onde serão instaladas para cobrir possíveis danos ambientais que podem causar na região. O Termo de Compromisso foi assinado em Cuiabá, mas visa a criação de um fundo garantidor de R$ 10 milhões para Paranaíta e Alta Floresta. Outros R$ 11,5 milhões serão remetidos aos municípios para contratação de projetos, execução de obras, aquisição de veículos, mercadorias e equipamentos públicos.

O documento foi assinado pelo diretor administrativo e financeiro da Companhia Hidrelétrica Teles Pires, Jose Piccoli Neto; e pelos prefeitos de Paranaíta, Pedro Hideyo Miyazima, e de Alta Floresta, Maria Izaura Dias Afonso. O procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra de Carvalho; o promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano; e os procuradores dos dois municípios assinaram o acordo como terceiros intervenientes-anuentes.

Segundo o promotor de Justiça, Marcelo Vacchiano, o valor não é fixo, mas uma estimativa que irá mitigar os gastos ambientais. Caso o impacto for maior, haverá reajuste. O promotor destacou que os municípios não receberão dinheiro nenhum, mas projetos e obras que serão tocadas pela própria empresa, nesse caso, a Companhia Hidrelétrica Teles Pires, responsável pela construção da usina com o mesmo ano.

Os recursos serão repassados para financiar setores como Educação, Infraestrutura e Saúde. “Não tivemos conhecimento de outro acordo desses no país, que foi feito antes mesmo da licença de instalação”, disse o promotor. “Estamos tendo essa conversa [com a companhia] desde dezembro do ano passado”.

“Será criado um grupo de trabalho que incluíra o Ministério Público, os municípios e as empresas para implantar essas obras. Mas gostaria também de ressaltar que isso também pode ser feito pelo governo do Estado, que pode criar acordos com as empresas para financiar a segurança pública”, disse Vacchiano.

A intenção é que um acordo semelhante também seja feito com usinas hidrelétricas como São Manuel e Foz do Apiacás, que envolveria municípios como Paranaíta, Nova Monte Verde, Apiacás e Alta Floresta.