domingo, 15 de abril de 2018

Mallarmé no ABC: a título de epitáfio

    
     por Flávio Gordon na Gazeta do Povo


Nos velhos tempos da URSS, os membros dos partidos comunistas ao redor do planeta praticavam uma espécie de culto ao proletário, não raro acompanhado por um correlato desprezo à intelligentsia. Nesse sentido, os intelectuais do partido, provenientes da classe média burguesa, entregavam-se alegremente a rituais periódicos de auto-humilhação perante a classe trabalhadora, numa tentativa canhestra de expiar sua culpa de classe (substituta, na consciência revolucionária, da culpa judaico-cristã). “A desgraça do burguês não é só estar dividido por dentro. É oferecer uma metade de si mesmo à crítica da outra metade”, escreveu François Furet (1927-1997) em O Passado de Uma Ilusão.
O escritor húngaro Arthur Koestler (1905-1983) descreve esse fenômeno ao lembrar de seu passado como militante do Partido Comunista da Alemanha. Naquele ambiente, diz ele, os intelectuais eram tolerados. Não faziam parte do movimento por direito, mas por necessidade. Como postulara Lenin, a Rússia carecia da expertise dos membros da intelectualidade pré-revolucionária. Mas o líder bolchevique não lhes atribuía qualquer valor intrínseco. Eram-lhe úteis como agentes de propaganda apenas, e só enquanto seguissem fielmente a cartilha do partido.
Em contraposição à ralé intelectual, a mitologia soviética colocava o proletariado no topo da hierarquia. O proletário ideal – consagrado na iconografia com ombros largos, imensos pés e mãos, olhar sereno e largo sorriso – era o trabalhador do chão de fábrica, a exemplo dos metalúrgicos de Putilov ou os petroleiros de Baku. Cientes de que jamais seriam proletários legítimos, os intelectuais de classe média esforçavam-se por imitá-los, pondo nisso tanto empenho que alguns chegavam a enegrecer artificialmente as unhas, numa simulação de marcas de fuligem. Nada podia ser dito ou escrito que não fosse imediatamente compreendido pelo trabalhador da fábrica. Nas palavras de Koestler:
“Abandonávamos nossa bagagem intelectual qual passageiros de um navio tomado pelo pânico, até que fosse reduzida ao mínimo estritamente necessário de frases feitas, clichês dialéticos e citações marxistas (…) Ansiávamos por nos tornar simplórios e obtusos. A autocastração intelectual era um pequeno preço a pagar pela obtenção de alguma semelhança com o camarada Ivan Ivanovich [o proletário-modelo]”.
As assembleias do partido costumavam começar com uma palestra sobre eventos políticos correntes, proferida por alguém do alto escalão, que estabelecia a “linha partidária”. Seguia-se então uma discussão, que, na novilíngua comunista, significava a repetição, em variados estilos e fraseologia, da linha partidária definida de antemão. Um proletário qualquer tinha sempre a última palavra, repetindo a seu modo, e em tom arrogante, a orientação oficial. Relata Koestler: “Escutávamos-no em silêncio solene, num murmurar de aprovação, e o líder partidário, encerrando os trabalhos, dizia ter sido o camarada X quem formulara o problema nos termos mais adequados e concretos”.
No Brasil da chamada redemocratização, um tipo parecido de pusilanimidade existencial demonstrou a classe falante brasileira de esquerda para com o então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva, atitude que, por incrível que pareça, sobrevive em parte considerável da imprensa, da academia e do meio artístico. Mesmo aqueles que não o consideram vítima de perseguição política esforçam-se ao máximo por preservar uma imagem grandiosa e superdimensionada do detento, que por tantos anos foi o símbolo aglutinador da esquerda nacional.
“Hoje é um dia triste para o Brasil” foi uma frase repetida a cada meia hora por jornalistas românticos de esquerda, enquanto, do lado de fora dos estúdios e redações, a maioria do país explodia em fogos de artifício e loas ao juiz Sergio Moro, o homem que pôs na cadeia um dos criminosos mais poderosos do país. Lamentando o fim do mito que eles mesmos criaram, esses formadores de opinião aferram-se às ilusões políticas de juventude como a um poste em meio à enchente. Para eles, era como se o velho sonho do marxismo inzoneiro tivesse acabado, dando início a um embaraçoso e traumatizante período de vigília.
Em artigo para O Globo intitulado “Um herói do povo”, o cineasta Cacá Diegues condensou o sentimento dos intelectuais de sua geração em face do político preso (algo muito distinto de um preso político, como os que há em Cuba e na Venezuela). “Lula foi um sonho que todo brasileiro acalentou um dia”, escreve Diegues, para quem, ademais, o corrupto condenado é um “gênio político” com um “projeto lindo”.
O cineasta confessa ter se decepcionado um pouco com o seu outrora “herói na luta contra a ditadura, na organização dos operários em São Paulo, na criação de um novo partido popular, reformista e ético”, por haver se deixado seduzir pelo poder e pela riqueza – essas “vantagens classistas” –, tornando-se, assim, um “político burguês” qualquer. Apesar de tudo, Diegues não o considera um bandido, e não o queria preso. A lei é igual para todos, concede, mas seria o seu herói igual a Sérgio Cabral, Eduardo Cunha ou Geddel Vieira Lima? “Sinceramente, não acredito nisso.”
Cacá Diegues está certo, evidentemente. Seu herói não é igual a Cabral, Cunha e Geddel. É muito pior, uma vez que o esquema de corrupção por ele montado transcendeu as fronteiras nacionais, sempre visando à construção de uma ditadura conduzida por ele e seus companheiros. Quem não lembra de quando, por exemplo, em visita a Cuba no ano de 2010, o ora encarcerado tratou com desprezo e escárnio os presos políticos do regime de seu aliado e amigo Fidel Castro, que protestavam mediante greve de fome? Ao contrário do que vem fazendo nos últimos anos, desde que a Lava Jato se pôs a lhe morder os calcanhares, à época ele pediu respeito às decisões do sistema de Justiça da ditadura castrista. E saiu-se com esta infame declaração: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade” (grifos meus).
Ironia do destino: o homem que zombou dos presos políticos cubanos, tratando-os como bandidos, hoje é um bandido tentando fazer-se passar por preso político. Mas, ao contrário do que supõe o sentimentalismo piegas da classe falante nacional, aquilo que o detento é hoje sempre esteve em potência no fundo de sua alma tirânica e corrompida, tão perversa a ponto de se autoproclamar a mais honesta do país.
As cenas degradantes a que todos assistimos nos últimos dias 6 e 7 de abril, e que tiveram o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC por cenário, não representam o triste e inesperado fim de uma biografia nobre, mas o corolário inevitável de uma vida de iniquidades. “Tel qu’en Lui-même enfin l’éternité le change” (“E a eternidade, enfim, transforma-o no que sempre foi”), diz o célebre epitáfio que Mallarmé dedicou a Edgar Allan Poe. Poderíamos parafraseá-lo para o caso do mentor do petrolão: Tel qu’en Lui-même enfin la captivité le change (E a prisão, enfim, transforma-o no que sempre foi).

quarta-feira, 11 de abril de 2018

GOVERNADORES PAGAM MICO EM CURITIBA USANDO DINHEIRO PÚBLICO


Nove governadores do Nordeste abandonaram os afazeres e torraram dinheiro público, inclusive no aluguel de jatinhos, para viverem um dos momentos mais desmoralizantes desde a prisão do ex-presidente Lula por corrupção. Os nove foram barrados por um despacho do juiz Sérgio Moro, assinado na véspera, proibindo demagogia rastaquera na carceragem da Polícia Federal, onde meliante comum cumpre pena. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O objetivo da visita não era político, destinado a Lula. Era a chance de fazer média com eleitor ignorante que ainda votaria do meliante.
Ansiosos pelo gesto demagógico, os governadores nem sequer se deram ao trabalho de checar na PF se a visita seria autorizada.
Governadores pagaram um mico inesquecível: até tiveram acesso à sede da PF em Curitiba, mas foram barrados.
Barradas, suas excelências não reclamaram, não são loucos. Mas posaram para foto exibindo o despacho de Sérgio Moro. Foi engraçado.

terça-feira, 27 de março de 2018

Errando para pior

Errando para pior

A verdade é que o atual regime brasileiro não consegue dar ao cidadão nem sequer o direito à própria vida — um mínimo dos mínimos, em qualquer país do mundo
do J.R. Guzzo
O Brasil de hoje não é uma democracia; provavelmente nunca foi. É verdade que nos últimos trinta anos a “sociedade brasileira”, essa espécie de espírito santo que ninguém entende direito o que é, mas parece a responsável por tudo o que acontece no país, tem brincado de imitar Estados Unidos, Europa e outros cantos virtuosos do mundo. A tentativa é copiar os sistemas de governo que existem ali — nos quais as decisões públicas estão sujeitas à igualdade entre os cidadãos, às suas liberdades e à aplicação da mesma lei para todos. Os “brasileiros responsáveis”, assim, fingem que existem aqui “instituições” — uma Constituição com 250 artigos, três poderes separados e independentes uns dos outros, “Corte Suprema”, direitos civis, “agências reguladoras”, Ministério Público e as demais peças do cenário que compõe uma democracia. Mas no presente momento nem a imitação temos mais — pelo jeito, os que mandam no Brasil desistiram de continuar com o seu teatro e agora não existe nem a democracia de verdade, que nunca tivemos, nem a democracia falsificada que diziam existir.
Como pode haver democracia num país em que onze indivíduos que jamais receberam um único voto governam 200 milhões de pessoas? Os ministros do Supremo Tribunal Federal, entre outras manifestações de onipotência, deram a si próprios o poder de estabelecer que um cidadão, por ser do seu agrado político, tem direitos maiores e diferentes que os demais. Fica pior quando se considera que sete desses onze foram nomeados, pelo resto da vida, por uma presidente da República deposta por 70% dos votos do Congresso Nacional e por um presidente hoje condenado a mais de doze anos de cadeia. Mais: seus nomes foram aprovados pelo Senado Federal do Brasil, uma das mais notórias tocas de ladrões existentes no planeta. Querem piorar ainda um outro tanto? Pois não: o próximo presidente do STF será um ministro que foi reprovado duas vezes seguidas no concurso público para juiz de direito. Quando teve de prestar uma prova destinada a medir seus conhecimentos de direito, o homem foi considerado incapaz de assinar uma sentença de despejo; daqui a mais um tempo vai presidir o mais alto tribunal de Justiça do Brasil. Outro ministro não vê problema nenhum em julgar causas patrocinadas por um escritório de advocacia no qual trabalha a própria mulher. Todos, de uma forma ou de outra, ignoram o que está escrito na Constituição; as leis que valem, para eles, são as leis que acham corretas. Democracia?
Democracia certamente não é. A população não percebe isso direito — e a maioria, provavelmente, não ligaria muita coisa se percebesse. Vale o que parece, e não o que é — o que importa é a “percepção”, como se diz. Como escreveu Dostoievski, a melhor maneira de evitar que um presidiário fuja da prisão é convencê-lo de que ele não está preso. No Brasil as pessoas estão mais ou menos convencidas de que existe uma situação democrática por aqui; há muitos defeitos de funcionamento, claro, mas temos um sistema judiciário em funcionamento, o Congresso está aberto e há eleições a cada dois anos, a próxima delas daqui a sete meses. Os analistas políticos garantem que o regime democrático brasileiro “está amadurecendo”. Quanto mais eleições, melhor, porque é votando que “o povo aprende”. A solução para as deformações da democracia é “mais democracia”. O eleitorado “sempre acerta”. E por aí segue essa conversa, com explicação em cima de explicação, bobagem em cima de bobagem, enquanto a vida real vai ficando cada vez pior.
Não ocorre a ninguém, entre os mestres, comunicadores e influencers que nos ensinam diariamente o que devemos pensar sobre os fatos políticos, que um fruto que está amadurecendo há trinta anos não pode resultar em nada que preste. Como poderia, depois de tanto tempo? A cada eleição, ao contrário da lenda, os eleitos ficam piores. Esse Congresso que está aí, no qual quase metade dos deputados e senadores tem algum tipo de problema com a Justiça, é o resultado das últimas eleições nacionais. De onde saiu a ideia de que as coisas vão melhorando à medida que as eleições se sucedem? Do Poder Executivo, então, é melhor não falar nada. Da última vez que o povo soberano foi votar, em 2014, elegeu ninguém menos que Dilma Rousseff e Michel Temer, de uma vez só, para a Presidência da República. Está na cara, para quem não quer complicar as coisas, que o “povo” não aprendeu nada dos anos 80 para cá. Está na cara que o povo, ao contrário da fantasia intelectual, não apenas erra na hora de escolher; erra cada vez para pior.
Para ficar em apenas um caso de depravação política epidêmica, tipo dengue ou zika, é só olhar durante um minuto quem a população do Rio de Janeiro, em eleições livres e populares, escolheu para governar seu estado e sua cidade nos últimos trinta anos. Eis a lista: Leonel Brizola, Anthony Garotinho, a mulher de Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Sérgio Cabral (possivelmente o maior ladrão da história da humanidade), Eduardo Paes e, não contente com tudo isso, um indivíduo que se faz chamar de “Pezão”. Assim mesmo: “Pezão”, sem nome nem sobrenome, como jogador de futebol do Olaria de tempos passados. Que território do planeta conseguiria sobreviver à passagem de um bando desses pelo governo e pela tesouraria pública? É óbvio que tais opções, repetidas ao longo de trinta anos, têm consequências práticas. O Rio de Janeiro de hoje, com sua tragédia permanente, é o resultado direto de uma democracia que faliu de ponta a ponta. Em vez de garantir direitos, liberdades e ordem, gera apenas governos criminosos e destruidores — acabou, enfim, na entrega da segunda maior cidade do Brasil a assassinos, assaltantes e traficantes de droga. São eles que mandam na população. A lei brasileira não vale no Rio.
Não pode existir democracia sem a expectativa, por parte das pessoas, de que a lei vai ser aplicada — pois só assim seus direitos poderão ser exercidos. Como falar de democracia num país com mais de 60 000 homicídios por ano, dos quais menos de 5% são investigados e punidos? Mais de 60 000 assassinatos num ano são uma agressão tão clara à democracia quanto um desfile de tanques de guerra para tomar o palácio do governo; aqui são considerados um “problema social” pelos democratas-­progressistas. (A solução sugerida pela oposição, e levada a sério por gente de grande intelecto, é acabar com a PM; acham que sem polícia o crime vai diminuir.) A verdade é que o atual regime brasileiro não consegue dar ao cidadão nem sequer o direito à própria vida — um mínimo dos mínimos, em qualquer país do mundo. Não se asseguram os direitos de propriedade, de ir e vir, de integridade física. Não se assegura coisa nenhuma — só a punição para quem o Estado acha que está lhe devendo 1 centavo de imposto, ou deixando de cumprir algum item nos milhões de leis que uma burocracia tirânica e irresponsável multiplica como ratazanas. “Constituição Cidadã”? Só a ideia já é uma piada.
Não dá para falar em democracia no Brasil, além do mais, quando se verifica que tantas das nossas leis mais importantes e sagradas se destinam a estabelecer diferenças entre os cidadãos. Ou seja: os que mandam no país passam a vida criando leis, regras e mandamentos que anulam cada vez mais o princípio universal de que “todos são iguais perante a lei”. Aqui não: todos são oficialmente desiguais. Isso é resultado da prática de criar “direitos” para todos que nunca foram para todos — ao contrário, são para poucos e não são direitos, e sim privilégios. Essa trapaça vem desde a Constituinte, e nunca mais parou. Aprovam-se como “direitos populares” vantagens abertamente dirigidas a grupos organizados, que têm proteção política e podem pressionar o Congresso. Depois, quando fica evidente que esses benefícios precisam ser revistos para não arruinar o bolso da população em geral, que tem de pagar em impostos cada centavo da conta, cai o mundo: “Estão querendo tirar os direitos do povo”. Que “povo”? Povo coisa nenhuma. É justamente o contrário. O brasileiro comum se aposenta com cerca de 1 200 reais por mês, em média, não importando qual tenha sido o seu último salário. O funcionário público, por lei, se aposenta com o salário integral; hoje, na média, o valor está em 7 500 mensais. Os peixes graúdos levam de 50 000 mensais para cima. São cidadãos desiguais e com direitos diferentes.
É uma perfeita palhaçada, também, falar em igualdade quando existem no Brasil aberrações como o “foro privilegiado” ou a “imunidade parlamentar”. Os “constitucionalistas” falam em independência de poderes, garantias para a liberdade política, segurança para a democracia etc. Não é nada disso. É pura safadeza enfiada na Constituição por escroques, de caso pensado, para proteger a si próprios do Código Penal. Essa mentira não protege só os políticos. Estende-se também a juízes, procuradores e ministros dos tribunais de Justiça: ao contrário de todos os demais brasileiros, eles podem cometer crimes de qualquer tipo, da corrupção ao homicídio, sem ser julgados perante a lei. O pior que pode lhes acontecer é serem aposentados — com salário integral. Naturalmente, todos dizem que não é bem assim, pois teoricamente, pelo que está escrito, eles têm de prestar contas dos seus atos; alguns, inclusive, estão sujeitos a impeachment, imaginem só. O que dá para dizer a respeito é que teoricamente o homem também pode ir à Lua. Só que não vai.
Não existe democracia quando os governos são escolhidos por um eleitorado que tem um dos piores níveis de educação do mundo — em grande parte é um povo incapaz de entender direito o que lê, as operações simples da matemática, ou as noções básicas do mundo em que vive. O que pode sair de bom disso aí? O cidadão precisa passar num exame para guiar uma motocicleta ou trabalhar num caixa de supermercado. Para tirar o título de eleitor, com o qual elege o presidente da República, não precisa de nada. Pode, aliás, ser analfabeto. Eis aí o Brasil como ele é. Em vez de garantirem as reais liberdades políticas do brasileiro fazendo com que ele aprenda a ler, escrever e contar, nossos criadores de direitos resolvem a diferença entre instruídos e ignorantes dando o voto ao analfabeto. Mais: tornam o voto obrigatório e garantem, assim, que no dia da eleição compareçam todos os habitantes dos seus currais, cujos votos compram com a doação de dentaduras e com anúncios de felicidade instantânea na televisão — pagos, por sinal, com o seu dinheiro.
Não existe nenhuma democracia no mundo que seja assim.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

TF pode inviabilizar milhões pequenos agricultores






O Supremo Tribunal Federal esta prestes a cometer mais uma grande injustiça em nome de uma ideologia ambientalista extremada . Agora os Ameaçados de extinção, são  4,6 milhões de pequenos agricultores .
Para Ricardo Lewandowski, por exemplo, deve prevalecer um princípio que não está na Constituição, chamado por ele de “in dubio pro natura”.
Esta mesma corte suprema julgou a alguns anos atrás a retirada dos arrozeiros de reserva  em Roraima .Os agricultores viviam nestas terras que foram consideradas parte da reserva. Eles plantavam e davam empregos e ajuda aos índios. Até que alguém achou que eles não deviam mais estar estar ali, a terra teria que ser “devolvida” aos índios.
O resultado foi desastroso,  o estado perdeu uma grande fonte de renda e geração de empregos. Hoje os agricultores estão plantando arroz na Guiana e os índios estão nas favelas da capital Boa Vista.
 Falta um único voto no STF que pode sair nesta quarta feira que pode  ir contra a uma decisão democrática.O Código Florestal Brasileiro, o mais rigoroso do mundo, foi aprovado por 410x63 votos na Câmara e 59x7 no Senado, após muitos debates e a aplicação paciente do relator, Aldo Rebelo (PCdoB), percorrendo o Brasil e realizando Brasil mais de 200 audiências públicas, ouvindo todo mundo. Mas o Supremo Tribunal Federal deu ouvidos aos radicais derrotados, que questionam 58 dos 84 artigos do Código Florestal.
Se o STF anular áreas consolidadas e obrigar os pequenos agricultores a restaurar áreas de preservação, eles ficam inviabilizados e acabam.
Cleomar Diesel

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Álvaro Dias pode ser o próximo presidente do Brasil


Álvaro Dias pode ser o próximo presidente do Brasil. Com baixa rejeição e distante da Lava Jato, o senador Álvaro Dias desponta como opção ao Palácio do Planalto e acirra a disputa pelos votos do espectro político de centro.
A oito meses das eleições, o senador Álvaro Dias (PODE-PR) embolou o meio-campo da corrida presidencial. Ao emergir como um dos candidatos a presidente da República com relevante potencial de crescimento, Dias tem seduzido fatia do eleitorado que busca uma alternativa à polarização e ao extremismo de direita e esquerda.
Álvaro Dias varia entre 3% e 6% das intenções de voto de acordo com os diferentes cenários avaliados pelo Datafolha. Nos estados do Sul, porém, ele alcança expressivos 20%. Além disso, o senador tem os menores índices de rejeição entre todos os pré-candidatos à Presidência: 13%. É justamente na baixa rejeição que Dias aposta suas fichas para conquistar os eleitores.
Cientistas políticos apontam a candidatura de Álvaro Dias como a que vai convergir os votos da Direita e da Esquerda numa eventual eleição sem Lula. Os eleitores da Esquerda temendo a possibilidade de Bolsonaro ganhar no primeiro turno votariam em Dias como um voto útil. Os eleitores que durante muito tempo votaram em candidatos tucanos se desencantaram com os escândalos envolvendo Aécio, Serra e Alckmin. Estes eleitores tendem a direcionar seus votos para a candidatura de Álvaro Dias. Com isso, cerca de 30% do eleitorado o levaria para o segundo turno e o elegeria o novo presidente do Brasil. Um representante com experiência política, sem extremismos e honestidade aparente.
O grande desafio de Álvaro Dias é fortalecer seu nome para além da região Sul, onde já é bastante conhecido e conta com um público cativo. Dias é conhecido por ser um dos políticos mais atuantes nas redes sociais e assim deve permanecer até a votação de outubro.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A mulher simboliza a perfeição, sabedoria , força e beleza


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Quando se pretende definir a mulher, logo vem a mente  um ser frágil, doce e que tem uma função muito importante; porque não dizer sagrada. Ela foi criada por Deus para gerar os filhos, é portanto, a maior responsável pela continuação da espécie na face da terra.

 Só isto  bastaria para que fossem muito homenageadas. Mas não é só isso. As mulheres são muito mais, instigantes e intrigantes que imaginamos. Mesmo sendo da mesmo espécie, homens e mulheres são muito diferentes . Elas conseguem ser complexas e simples , suaves e fortes ao mesmo tempo..

Mulheres fazem mais do que dar a vida. Elas trazem alegria e esperança.

Elas sorriem quando querem gritar. Elas cantam quando querem chorar.

Elas choram quando estão felizes. E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam. Elas levantam-se para injustiça.

Elas andam sem novos sapatos para suas crianças possam tê-los.

Elas muitas vezes dizem não, quando querem dizer sim.

Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado.

Elas parecem frágeis, mas, aos poucos estão ocupando os postos mais importantes.

Quando deparamos com estas informações percebemos que mulher mesmo com sua doçura não é frágil e muito menos fraca.

Por isso são tão importantes, não só no lar mas nas grandes decisões dos países.

Exemplos não faltam, vou citar aqui a princesa Isabel que assinou a lei áurea A história descobriu que a Princesa Isabel não só libertou os escravos, mas já pensava na época, em uma reforma agrária. Coisa que os governantes homens não conseguiram fazer até hoje.

Anita Garibaldi uma brasileira que lutou ao lado do marido na guerra dos farrapos e na Itália. Entre muitas outras que fizeram a história.

Mais recentemente poderíamos citar, Madre Tereza de Calcutá, Zilda Arns entre tantas outras.
Estes são apenas alguns exemplos de mulheres que se destacaram  na historia.
E quantas delas não são reconhecidas, estão nos lares, fazendo jornada dupla, casa e emprego, outras em casa, mas com filhos para cuidar, são exemplo para o mundo, nos provando que de sexo frágil é só a aparência e nós homens precisamos  tanto e que do fundo do coração dependemos tanto.

A letra da música mulher de Erasmo Carlos ilustra muito bem esta mulher que tentei descrever.


Dizem que a mulher é o sexo frágil


Mas que mentira absurda


Eu que faço parte da rotina de uma delas


Sei que a força está com elas


Veja como é forte a que eu conheço


Sua sapiência não tem preço


Satisfaz meu ego se fingindo submissa


Mas no fundo me enfeitiça Quando eu chego em casa à noitinha


Quero uma mulher só minha


Mas pra quem deu luz não tem mais jeito


Porque um filho quer seu peito


O outro já reclama sua mão


E o outro quer o amor que ela tiver


Quatro homens dependentes e carentes


Da força da mulher


Mulher, mulher


Do barro de que você foi gerada


Me veio inspiração


Pra decantar você nesta canção


Mulher, mulher


Na escola em que você foi ensinada


Jamais tirei um 10


Sou forte, mas não chego aos seus pés.

A mulher é simboliza a perfeição pois engloba os três elementos que norteiam a atividade humana , sabedoria , força e beleza

Que Deus lhes cubra com seu manto divino e lhes de saúde, paz de espírito, luz, amor, felicidade muito obrigado por vocês existirem.

 


                       Cleomar diesel

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Osmar Dias candidato ainda não definiu se vai para esquerda ou direita




Se no cenário nacional a campanha está se definindo no campo ideológico, onde está se desenhando uma disputa entre a esquerda e direita, aqui no Paraná tem candidato que ainda nem definiu sequer de que lado vai, se for disputar. Osmar Dias ainda não tem muita ideia de com quem vai na eleição: se com a esquerda ou à direita. E o que dá a impressão de indecisão pode ser a situação do quadro geral da eleição, que ainda parece confuso.

Conforme vem sendo publicado pela imprensa  especializada em politica parananense, Osmar Dias, ainda não teria um só aliado de peso garantido a seu lado. Nenhum partido, nenhum grupo político, nenhum grande cabo eleitoral fora do PDT.

Ainda de acorda publicações  não teria topado acordo com o atual governo, mas também não estaria disposto a ceder ao outro lado. Ao ser procurado por Requião, teria mantido uma certa distância, o que teria  irritado o coronel peemedebista. Agora, os dois teimosos ficam sem querer ceder. E Osmar também não quer papo com o PT, que serviu por oito anos, mas que também vê como ex-traidor de 2010.

Com tudo isso, não sobra muito gente. E Osmar, que tinha tudo para ser uma força unificadora, precisa dar um rumo a sua candidatura se não quiser rumar para o isolamento.

Cleomar Diesel