domingo, 19 de novembro de 2017

Glória Maria posta frase polêmica em véspera de Consciência Negra



"Apagar este post???? Nunca!!!!", rebateu Glória Maria aos seguidores que a condenaram pela frase de Morgan Freeman

Dias antes do Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no Brasil na data de 20 de novembro, a jornalista Gloria Maria postou em sua conta do Instagram uma frase creditada ao ator americano Morgan Freeman:
“O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela, ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece”.
Morgan Freeman
Rapidamente, seus seguidores se dividiram entre os favoráveis e os que condenaram a opinião da jornalista.
Com a proliferação de opiniões, Glória resolveu escrever um textão aos que foram contra:
“Pra todos que não concordam com este pensamento do Morgan Freeman: Não concordar é um direito de vocês! Mas pretender que todos pensem igual é no mínimo prepotente! Eu concordo totalmente com ele! Pra começar ele não é brasileiro e não está citando o dia da Consciência Negra. Uma conquista nossa! Está falando de algo muito maior. Humanidade! Eu e ele também nascemos negros e pobres e conquistamos nosso espaço com muita luta é trabalho! Não somos privilegiados. Somos pessoas que nunca aceitaram o lugar reservado pra nós num mundo branco! Algum de vocês conhece a minha história e a dele? Se contentam em tirar conclusões e emitir opiniões equivocadas em redes sociais! Nós estudamos, lutamos, resistimos e combatemos todo tipo de discriminação! O preconceito racial é marca nas nossas vidas! Mas não tenho que mudar minhas ideias por imposição de quem quer que seja! Apagar este post???? Nunca!!!! Quem não concorda com ele ok! Acho triste mas entendam. As cabeças e os sentimentos graças a Deus não são iguais! Como lutar contra a desigualdade se não aceitamos as diferenças? Queridos vivam suas vidas e nos deixe viver a nossa! Temos que tentar sempre encontrar nosso próprio caminho! Sem criticar e condenar o dos outros! Cada um precisa combater o racismo da maneira que achar melhor! Lembrando sempre do direito e da opinião do outro!sou negra e me orgulho . Mas não sigo cartilhas . Minhas dores raciais conheci e combati sozinha! Sem rede social para exibir minhas frustrações! Tenho direito e dever de colocar o que penso num espaço que é meu! Não imponho e nao aceito que me digam como devo viver ou pensar! 💋”
Numa das respostas mais contrárias, o seguidor Lazinho – sem referências ao apelido do ator Lázaro Ramos – criticou:
“Branco discutindo se existe racismo é como homem reclamando de dor no útero. Quem escreveu foi um advogado branco. Acredito que quando você começou a sua carreira sofreu vários atos de racistas encubados muito mais até que a Maju sofre hoje, pois lá em mil novecentos e lá vai bolinha, a tv era mais Branca que hoje por conta das cotas. Hoje, vc deve sofrer menos pois você é a GLORIA MARIA, mas não significa que não sofra deste mal. Sofre menos do que eu pois não sou conhecido….Essas frases de efeito são muito bonitas no papel, pois um racista pode te respeitar, pois a lei do racismo impôs isso, mas te odiar ….o que falta é amor entre as pessoas, amar uns aos outros e como Amor em algumas pessoas está em falta….. respeito você, mas não concordo!”
Mas há quem esteve do seu lado: “Que resposta sábia e maravilhosa! Concordo plenamente! Somos seres/filhos de um Deus divino e que não faz distinção de nenhum de nós! Cada um faz e conquista teu espaço! Parabéns por essa postura espontânea e verdadeira!”, escreveu um seguidor.
Fonte :VEJA

domingo, 12 de novembro de 2017

Vídeo de 3 segundos de Waack serve para julgar uma vida?, indaga Mario Rosa




O apresentador William Waack, da TV Globo

Três segundos servem para julgar toda uma vida? Três segundos de uma frase que não foi ouvida podem determinar o fim de uma carreira profissional de décadas? Faço essas perguntas ainda assombrado com a armadilha que o destino pregou no jornalista e apresentador William Waack.
Waack construiu uma sólida trajetória como profissional. Foi correspondente internacional de jornais e revistas e, em sua encarnação televisiva, transformou-se num dos âncoras de maior credibilidade da telinha.
Eis que, às vésperas de uma entrada ao vivo na eleição norte-americana, pronunciou uma frase dessas, uma frase infeliz, uma coisa indevida sim, ok.
Confesso que já falei barbaridades muito piores, grotescas, asquerosas. Confesso, leitor; confesso, leitora: sou apenas um ser humano, pecador, falho e falo tolices —quando não as escrevo. Será que esta minha inconveniente confissão destruirá minha vida como abalou a de Waack? Clemência: é só o que vos peço!
Não estou aqui para defender Waack, embora o esteja defendendo. Minha questão é outra: estamos vivendo num tempo das certezas instantâneas. Onde foram parar as dúvidas? Onde foram parar as perguntas? Agora só temos respostas? E respostas rápidas e cabais? Julgamos uma vida, um destino, como se estivéssemos apenas fazendo uma postagem? O “outro” agora virou apenas isso: um pageview?
Waack é um ser humano, tem defeitos. E se você que está lendo for humano, também os defeitos dele são muito parecidos com os nossos. Mas as virtudes dele o tornaram uma das faces do nosso tempo.
Durante décadas, trabalhou com afinco e disciplina numa atividade de interesse público, como o jornalismo. Tem, portanto, uma lista longa de serviços prestados à sociedade. E agora, assim, de repente, é simplesmente deletado? Você gostaria que isso acontecesse com você?
Ok, ok, os afrodescendentes têm todo o direito de repudiar qualquer tipo de comentário racista. E todos os defensores da diversidade também. Estamos juntos nessa.
Mas… A única solução possível para um erro desse tipo, hoje, é a cadeira elétrica ou a guilhotina? Waack não poderia ter tido o direito de pedir desculpas, de se penitenciar, de dizer que cometeu uma tolice, de argumentar que entrar ao vivo é um momento de extrema tensão (fui repórter de TV e era péssimo em “ao vivos”,  sempre gaguejava, com a adrenalina de não poder errar).
Enfim, então, o destino das pessoas agora virou uma tuitada: 140 toques e uma sentença! De onde veio tanta certeza de que essa é a única saída para um caso como esse? Você acha que se sentiria julgado de forma justa, sua vida inteira, com uma tuitada?
E é bom deixar logo claro: não sou amigo de Waack. Cruzei com ele ao longo da vida e acho que ele tem um pé atrás danado em relação a caras como eu, que defendem pessoas que provocam asco ou estão na contramão da correnteza da opinião pública.
Então, não há aqui um compadrio. Há mesmo uma perplexidade e um esforço para nos perguntarmos mais e mais longamente ao invés de respondermos tanto e tão rapidamente.
Não estamos sendo cruéis demais com tudo e todos? Ouvir um pedido de desculpas e perdoar também não é humano e nobre? Não é o que desejaríamos para nós se cometêssemos um erro? Ou preferiríamos ser trucidados sem perdão? Onde foram parar as nossas dúvidas?
Já houve um tempo em que tinha respostas para tudo. Dai, cresci e fiquei cheio de dúvidas para todo o sempre.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A verdade desagradável sobre a redesignação sexual que o lobby transgênero não quer que você saiba



Publicado pela Gazeta do povo
Vozes discordantes estão vindo a público para expor quão prejudiciais são a transição de gênero e a redesignação sexual
·         Bruce Ashford* The Daily Signal
As pessoas que passaram pela cirurgia de troca de sexo têm chance aproximadamente 20 vezes maior que a população geral de morrer de suicídio. | Pixabay
As pessoas que passaram pela cirurgia de troca de sexo têm chance aproximadamente 20 vezes maior que a população geral de morrer de suicídio. Pixabay

A redesignação sexual é tão natural quanto nascer — é o que alguns na mídia nos dizem. E muitos americanos acreditam. Mas um coro crescente de vozes discordantes composto de médicos, pesquisadores e até indivíduos transgêneros está começando a traçar um quadro muito diferente da verdade. 
Essas vozes discordantes estão vindo a público para expor quão prejudiciais são a transição de gênero e a redesignação sexual, tanto médica quanto sociologicamente falando. 
Para começar, pensemos nas revelações recentes de como é problemática a cirurgia de redesignação sexual, quando realizada com o objetivo de tratar a disforia de gênero. 
Em entrevista ao “Telegraph”, o cirurgião reconstrutivo genital Miroslav Djordjevic, mundialmente renomado, disse que andam aumentando em suas clínicas os casos de cirurgia de “reversão” pedidas por indivíduos que querem sua genitália de volta. Essas pessoas sofrem níveis altíssimos de depressão e, em alguns casos, pensamentos suicidas. 
Na cirurgia de redesignação sexual de homem a mulher, médicos como Djordjevic transformam a genitália de um homem para lhe dar o formato de uma vagina, extirpando os testículos e invertendo o pênis. Na cirurgia inversa, de redesignação de mulher a homem, os médicos removem as mamas, o útero e os ovários da mulher e estendem sua uretra, de modo que a mulher convertida em homem possa urinar em pé. 
Um artigo recente publicado na “Newsweek” toma nota das preocupações de Djordjevic, apontando para o caso de Charles Kane, um homem que se submeteu à cirurgia de redesignação de homem a mulher. 
Em entrevista à BBC, Kane explicou que decidiu fazer a cirurgia original imediatamente após sofrer um colapso nervoso. Mas, depois de passar pela cirurgia e começar a identificar-se como uma mulher chamada “Sam Hashimi”, Kane se arrependeu da decisão e procurou a cirurgia de reversão. 
Kane disse: “Quando eu estava no hospital psiquiátrico, no leito ao meu lado havia um homem que achava que era o rei George, enquanto o sujeito do outro lado se achava Jesus Cristo. Então eu decidi que era uma garota chamada Sam.” 
Do mesmo modo, a mulher transgênero Claudia MacLean teria dito que seu psiquiatra a encaminhou a um cirurgião de redesignação sexual após apenas uma consulta de 45 minutos. “Na minha opinião, o que me aconteceu foi tudo motivado por dinheiro”, ela disse.  
Considerando que as clínicas cobram até US$50 mil pelas cirurgias de redesignação, Djordjevic teme que os médicos estejam forrando suas contas bancárias sem se preocupar com o bem-estar físico e psicológico de seus pacientes.  
O bem-estar físico e psicológico deveria ser uma preocupação levada em conta, considerando que 41% dos transgêneros vão tentar o suicídio em algum momento da vida e que as pessoas que passaram pela cirurgia de troca de sexo têm chance aproximadamente 20 vezes maior que a população geral de morrer de suicídio

Além dos problemas inerentes à cirurgia de redesignação sexual, deveríamos reconhecer que é problemático dar “tratamentos” hormonais a crianças e adolescentes com disforia de gênero para adiar sua puberdade. 
Em um artigo acadêmico recente, “Growing Pains: Problems with Puberty Suppression in Treating Gender Dysphoria” (Dores do crescimento: problemas com a supressão da puberdade no tratamento da disforia de gênero), o endocrinologista Paul Hruz, o bioestatístico Lawrence Mayer e o psiquiatra Paul McHugh contestam essa prática.  
Eles observam que aproximadamente 80% das crianças com disforia de gênero acabam por ficar à vontade em seu corpo e deixam de sentir a disforia. Eles concluem que “há poucas evidências de que a supressão da puberdade seja reversível, segura ou eficaz para tratar a disforia de gênero”.  
Assim, as evidências científicas sugerem que o uso de hormônios para suprimir a puberdade é nocivo e chega a constituir uma violência.  
Finalmente, as transições de gênero são problemáticas para a sociedade mais ampla, conforme revelam discussões recentes sobre uso de banheiros públicosrealidades militarespolíticas habitacionais e eventos esportivos.  
Algo que frequentemente é passado por cima nessas discussões é a situação preocupante e até perigosa criada quando “mulheres” transgêneros competem em eventos esportivos femininos.  
Foi o que aconteceu na luta de artes marciais mistas (MMA) de 2014 entre Tamikka Brents e Fallon Fox. Durante uma surra de dois minutos, Brents sofreu traumatismo craniano, fratura do osso orbital e um ferimento na cabeça que precisou de sete grampos. “Já lutei com muitas mulheres e nunca senti a força que senti naquela noite”, disse Brents. 
Sua adversária, Fallon Fox, não nasceu mulher. Ela é biologicamente homem, mas se identifica como transgênero.  
Brents considerou que Fox tinha uma vantagem injusta. “Como não sou médica, não posso dizer se é ou não é porque ela nasceu homem”, ela disse. “Só posso dizer que nunca na minha vida me senti tão superada por uma adversária, e eu mesma sou uma mulher fora do comum em matéria de força.” 
Brents teve razão em considerar injusta a vantagem de Fox: as diferenças físicas entre homens e mulheres são importantes o suficiente para que lutadoras profissionais mulheres não possam competir efetivamente contra lutadores profissionais homens. 
 Em vista de tudo isso, por que não estamos tendo uma discussão pública mais construtiva e sustentada entre cirurgiões, psiquiatras e parlamentares sobre a ética da redesignação sexual? 
A razão mais importante é o poder do lobby transgênero. 
Consideremos o argumento recente do psicoterapeuta James Caspian, que a Bath Spa University, no Reino Unido, recusou seu pedido de realizar pesquisas sobre cirurgias de reversão sexual porque o tópico foi avaliado como sendo “potencialmente politicamente incorreto”.  
De acordo com Caspian, em um primeiro momento a universidade aprovou sua proposta de pesquisa. Mas a rejeitou mais tarde devido às reações negativas que previu que receberia por parte de lobbies transgêneros poderosos.  
Independentemente de quão politicamente incorretas possam ser as evidências, e ao mesmo tempo em que respeitamos as preocupações de privacidade e segurança das pessoas que se identificam como transgêneros, também precisamos formular uma conclusão séria e honesta sobre os custos humanos da redesignação sexual.  
As melhores opiniões da ciência médica, ciência social, filosofia e teologia convergem. Como diz o pesquisador sênior da Heritage Foundation Ryan Anderson, elas revelam que o sexo é uma realidade biológica, que o gênero é a expressão social dessa realidade e que, portanto, tratamentos e cirurgias de redesignação sexual não constituem bons remédios para aliviar o sofrimento sentido pelas pessoas com disforia de gênero. 

Assim, as terapias que mais ajudarão as pessoas com disforia de gênero serão aquelas que ajudam as pessoas a viver em conformidade com a verdade biológica de seu corpo.  
(*) Bruce Ashford é pró-reitor e professor do Seminário Teológico Southeastern Baptist. Ele é co-autor de "One Nation Under God: A Christian Hope for American Politics" e escreve um blog, Christianity for the Common Good.
Conteúdo publicado originalmente em The Daily Signal.



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Carta aberta aos ministros do STF repercute nas redes sociais, veja;



      NÃO DEIXE DE LER. ESPETACULAR, FORTALECEDOR.

      Marcelo Rates Quaranta
” Eu Quero Agradecer, Em Meu Nome E Em Nome De Todas As Pessoas Comuns, Cidadãos Simples Do Meu País Como Eu, Pelas Últimas Decisões Tomadas Pelo Nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal.
Sim, O Supremo Fez De Nós Pessoas Melhores Do Que Pensávamos Ser.
Quando Olhávamos Aqueles Ministros Sob Suas Togas, Com Passos Lento E Decididos, Altivos, Queixos Erguidos, Vozes Impostadas Ditando Verdades Absolutas E Supremas, Envoltos Numa Aura De Extrema Importância E Autoridade, Nos Sentíamos Pequenos, Minguados E Reles Plebeus Diante De Uma Corte Que Beirava O Sublime, O Inatingível E O Intangível.
Com Essas Decisões O Supremo Conseguiu Fazer Com Que A Minha Percepção Sobre Mim E Sobre Nós, Mudasse. Eles Não São Deuses. São Pessoas Tão Pequenas E Tão Venais, Que Qualquer Comparação Que Eu Faça De Mim E De Nós Em Relação A Eles, Seria Desqualificar-Nos A Um Nível Abissal.
Tudo Aquilo É Fantasia, Tudo Aquilo É Pose E Tudo Aquilo Não Passa De Um Teatro, Mas Nós Somos Reais.
Foi Aí Que Eu Vi O Quanto Somos Mais Importantes Que Eles! Enquanto As Divindades Supremas Encarnam Seus Personagens De Retidão E Lisura, Mas Com Suas Decisões Abduzem A Moral E Destroem O País (E De Quebra A Reputação Do Judiciário), Nós Brasileiros Comuns E Sem Toga Trabalhamos Arduamente Dia E Noite Para Construir O País, Ou Pelo Menos Para Minimizar Os Danos Que Eles Provocam.
Então… Como É Que Um Dia Eu Pude Vê-Los Como Sendo Superiores A Nós? Eu Estava Enganado. Nós Somos Muito Superiores A Eles, Mesmo Sendo Zés, Joãos, Marias, Desde O Pequeno Ambulante Ao Médico Ou Engenheiro. Nós Somos As Verdadeiras Autoridades, Porque Nossa Autoridade Não Foi Conferida Por Um Político Malandro Capaz De Tudo Com Uma Caneta. Nossa Autoridade Nos Foi Dada Pela Nossa Força De Continuar Tentando Fazer Um Brasil Melhor.
Fico Sinceramente Com Pena É Dos Advogados, Que São Obrigados A Chamar Esses Ministros De Excelência, Ainda Que Com A Certeza De Que Não Há Excelência Alguma Nos Serviços Que Eles Estão Prestando À Nação. Acho Que Deve Ser O Mesmo Sentimento De Ser Obrigado A Chamar O Cachorro Do Rei De “My Lord”.
Agora Eu Sei O Quanto Somos Bem Maiores Que Eles, Mesmo Sem Aquelas Expressões Em Latim E Doutrinas Rebuscadas Cheias De Pompas E Circunstâncias, Que No Final Significam Apenas Passar Perfume Em Merda.
Se Há Alguém Realmente Importante No Brasil, Esse É O Excelentíssimo Povo Brasileiro, Que Apesar De Tudo É Obrigado A Sentir O Mau Cheiro Que Vem Da Grande Corte, E Mesmo Com Náuseas E Ânsia De Vômito, Tem Que Acordar Às 5 Da Manhã Pra Fazer Aquilo Que Eles Não Fazem: Produzir.
Obrigado, Supremo, Por Nos Mostrar Que Hoje O Rei Sou Eu E O Meu Povo

domingo, 5 de novembro de 2017

Este texto é de 2010


Os Índios


Cleomar Diesel
O assunto que mais se destaca na imprensa nacional nestes tempos, é o meio ambiente,e nisso evidencia-se a Amazônia, Código Florestal, Usina Belo Monte, Usinas no Teles Pires, grandes proprietários rurais e no meio de tudo Índios..
A Revista Época publicou recentemente, reportagem mostrando que a expectativa média de vida dos guaranis-caiovás, um dos maiores grupos indígenas do Brasil, é de apenas 45 anos, pior do que muitos países africanos e quase 30 anos inferior à média brasileira. O que provavelmente seja bem parecido entre outras povos indígenas do Brasil.
E aí vem a pergunta. O modelo de tutela do Governo para com os Índios é eficiente?  E além da ineficiência, sera que é isso que estes seres humanos querem ou precisam neste momento? Qual o estagio de integração entre Indios e não Indios na Amazonia?
Em uma invasão dos nativos a uma Usina em construção no norte de Mato Grosso, algo chamou muito a atenção. A maior reivindicação eram  caminhonetes traçadas para a tribo. Por acaso, você sabe para que estes veículos são utilizadas? Para compras e passeios dos lideres das tribos e suas famílias. Alias, uma curiosidade, na cabine dupla vão os Homens. As mulheres e crianças vão atrás perigosamente instaladas na carroceria.
Fora estes costumes, nota-se  clara divisão de classes entre eles. Os Índios “aldeados”(pobres) vão para cidade quando a liderança precisa deles para alguma manifestação. A maioria vive muito mal, vivem em condições sub-humanas nos confins das enormes e ricas áreas das reservas. Só uma pequena parte, as denominadas lideranças tem uma condição de vida um pouco melhor. Melhor, porque já aprenderam a exploração do homem pelo homem.
A relação de tutela do Estado Brasileiro para com os Índios, não contribue, em nada para melhoria de vida desta gente.
Esta imagem de índios saudáveis que é passada na escola não é verdadeira.
A maioria são mal assistidos em tudo, principalmente na  saúde .Muitos já vivem nas pequenas cidades. Tem até tribos formadas por não índios (ex seringueiros) que conseguiram demarcar uma área e nem vivem na aldeia .Como o caso dos Araras de Aripuanã .Alias, bem que o ministério Publico poderia investigar este assunto, pois até pedágio na estrada estes “Indios”caboclos, cobram .
Precisamos entender que, não só é possível, mas faz parte de todo ser humano a evolução e não podemos negar isso ao Índio. Até porque, da maneira como esta integração esta acontecendo, é sem duvida a pior forma possível. Estamos transformando o índio em favelados das florestas.
È, possível que culturas evoluam com o uso de diversas tecnologias sem perder a identidade: um bom exemplo é o Japão, que, embora tenha evoluído e muito, mantém intactas suas tradições milenares.
O Estado Brasileiro deveria assumir o papel que lhe cabe ,preparar e acompanhar  de fato  esta transição , que é irreversivel, mas que ela aconteça da forma menos, traumatica e até tragica para a maioria .
Para isso porem , precisamos de atitudes fortes de parte um governo forte(nãoditador) ,mas  um governo que assuma a condição de protetor  dos povos da Floretsa.
Que proteja sua cultura, seus costumes, mas não os tire a liberdade de evoluir como cidadões do mundo.
  
Aqui na Amazônia, se prestarmos um pouco de atenção, percebe-se contrastes gritantes. Senão vejamos: Os proprios  índios  são prova desta integração . Você não acha estranho que tais povos reclamem de um meio ambiente supostamente ameaçado por Usinas,quando usam calças, relógios e possuem internet banda larga nas habitações? Tenham ou queiram caminhonetes e até aviões? Reclamem que vão perder sua maneira tradicional de viver? Ora, não importa quem você seja, índio ou não índio. Para fazer um omelete tem que se quebrar o ovo.  

Urnas eletrônicas: TODAS foram violadas em teste na Defcon

Fonte :http://midiasemmascara.org/colunistas/urnas-eletronicas-todas-foram-violadas-em-teste-na-defcon/   
Resultado de imagem para urna eletronica fraude
José Carlos Sepúlveda da Fonseca

Todos os modelos testados, invariavelmente, foram facilmente invadidos em menos de duas horas.”

Vejo que alguns espíritos já se assanham com a disputa presidencial de 2018.
Lula – o condenado – deu o mote ao espalhar a tese de que uma eleição sem sua candidatura seria uma eleição ilegítima. Repetida religiosamente por serviçais ideológicos, tal torpeza é também vocalizada pelos “isentões” de plantão.
Mas há outras candidaturas que se vão desenhando e o clima de disputa já se acende, embora, pessoalmente, creia que ainda teremos surpresas a pavimentar o percurso eleitoral.
Sistema eletrônico de votação
Mas… mas, eleições falam de votos; e votos falam de urnas; e urnas falam de urnas eletrônicas. É para elas que volto neste momento o meu olhar.
Enquanto os ânimos se acirram em torno de possíveis candidaturas, o sistema de urnas eletrônicas pode condicionar tudo e deixar a disputa eleitoral sem sentido. Afinal já houve quem afirmasse que, no presente, urnas estão vencendo eleições.
Há já um bom tempo alguns heróis vêm batalhando para fazer chegar ao debate público as suspeitas sobre urnas eletrônicas.
Chamo-os de heróis, propositadamente, pois as máquinas da publicidade, os meios ditos “oficiais” (político, jurídico, midiático) sempre tentam esmagar esses esforçados batalhadores sob o peso de epítetos de “lunáticos”, “teóricos da conspiração”, etc.
Nos últimos dias, entretanto, o debate ganhou dimensão internacional. E acendeu as luzes amarelas (ou vermelhas) no TSE e nos defensores à outrance da “segurança” das urnas eletrônicas.
Smartmatic constata fraude
Antonio Mugica, o CEO da empresa Smartmatic – que desde 2004 controla o sistema eleitoral venezuelano – em conferência de imprensa em Londres (sede atual da empresa) atestou que o sistema das urnas foi fraudado pelo Conselho Nacional Eleitoral venezuelano, no que diz respeito ao número de votantes no ilegítimo processo eleitoral para a escolha de uma Assembleia Nacional Constituinte, promovida pelo ditador Nicolás Maduro.
Conclusão: as tão seguras e invioláveis urnas eletrônicas foram fraudadas e muito.
Antes de prosseguir formulo aqui dúvidas que assaltam o espírito e são difíceis de elidir: como não suspeitar (e muito!) da última eleição presidencial no Brasil, em 2014, e da estranhíssima e secreta apuração de resultados que deu uma vitória diminuta a Dilma? Será que só na Venezuela o sistema das urnas eletrônicas é fraudável?
Hackers violam urnas
Outro evento internacional, de grande porte, veio reforçar o debate sobre a (in)segurança do sistema eleitoral por meio de voto eletrônico.
Todas as urnas – de qualquer marca e qualquer modelo – são facilmente fraudáveis. Não, não sou “teórico da conspiração” e a afirmação não é minha. A conclusão é da maior conferência “hacker” do mundo, a Defcon, realizada anualmente em Las Vegas.
A grande novidade na sessão deste ano foi precisamente a decisão dos “hackers” de investigarem, pela primeira vez, a segurança das urnas eletrônicas.
Todos os modelos testados – inclusive os usados no Brasil – foram violados facilmente, em menos de duas horas. E a manipulação das urnas digitais pode não deixar qualquer tipo de rastro.
Leia abaixo o importante artigo de Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Mestre em Direito por Harvard, pesquisador e representante do MIT Media Lab no Brasil, publicado na Folha de S. Paulo (07.08.2017) sob o título “Hackeando as urnas digitais”:
“Foi realizada há poucos dias a maior conferência “hacker” do planeta, a Defcon, que acontece anualmente em Las Vegas, nos EUA.
Nesta edição, a novidade foi que hackers investigaram pela primeira vez a segurança das urnas eletrônicas. A conclusão não é animadora. Todos os modelos testados, invariavelmente, foram facilmente invadidos em menos de duas horas.
Esse experimento acende uma luz amarela para o Brasil, grande usuário de urnas digitais, especialmente em face das eleições vindouras.
A Defcon acontece desde 1993. Neste ano, atraiu mais de 20 mil pessoas, incluindo profissionais de segurança, advogados, jornalistas, agentes governamentais e, obviamente, hackers.
A decisão de se debruçar sobre as urnas eletrônicas decorre de um contexto em que ciberataques internacionais estão se tornando cada vez mais comuns nos processos eleitorais das democracias do Ocidente. Nesse cenário, qualquer sistema digital pode ser vítima de manipulação, e as urnas não são exceção.
Mais de 30 máquinas foram testadas, de várias marcas e modelos, incluindo Winvote, Diebold (que fabrica as urnas brasileiras), Sequoia ou Accuvote.
Algumas foram hackeadas sem sequer a necessidade de contato físico, utilizando-se apenas de uma conexão wi-fi insegura. Outras foram reconfiguradas por meio de portas USB. Houve casos de aparelhos com sistema operacional desatualizado, cheio de buracos, invadidos facilmente. O fato é que todas as urnas testadas sucumbiram.
Nas palavras de Jeff Moss, especialista em segurança da internet e organizador da conferência, o objetivo do experimento foi o de “chamar a atenção e encontrar, nós mesmos, quais são os problemas das urnas. Cansei de ler informações erradas sobre a segurança dos sistemas de votação”.
Um problema é que a manipulação de uma urna digital pode não deixar nenhum tipo de rastro, sendo imperceptível tanto para o eleitor quanto para funcionários da justiça eleitoral.
Uma máquina adulterada pode funcionar de forma aparentemente normal, inclusive confirmando na tela os candidatos selecionados pelo eleitor. No entanto, no pano de fundo, o voto vai para outro candidato, sem nenhum registro da alteração.
Há medidas para se evitar esse tipo de situação. Por exemplo, permitir que as urnas brasileiras possam ser amplamente testadas pela comunidade científica do país, em busca de vulnerabilidades. Quanto mais gente testar e apontar falhas em uma máquina, mais segura ela será. Outra medida é fornecer mais informações públicas sobre as urnas. No site do TSE, o único documento sobre segurança é um gráfico que não serve para qualquer tipo de análise.
Nenhuma dessas soluções está em prática hoje no Brasil. Com isso, ou acreditamos que as urnas brasileiras são máquinas singulares, muito superiores àquelas utilizadas em outros lugares do planeta, ou constatamos que elas são computadores como quaisquer outros, que se beneficiariam e muito de processos de transparência e auditabilidade”.
Curiosamente o TSE assegura a total segurança e inviolabilidade das urnas eletrônicas e sempre se esquivou de implantar sistemas de controle do voto eletrônico, como por exemplo o voto impresso, em afronta aos dispositivos legais aprovados no Congresso.
Ainda agora o Presidente do TSE, Ministro Gilmar Mendes, apresenta uma versão enganosa de “problemas” para a implantação do sistema do voto impresso, aprovado em lei pelo Congresso, a fim de manter o sistema inauditável.
Quem garante dogmaticamente a segurança das urnas inseguras e violáveis? Com que finalidade?

Livro aborda Tvs na amazõnia



Na imensidão da Amazônia brasileira, a televisão é veículo-chave na transmissão de informação da região. O livro Antenas da floresta - a saga das TVs na Amazônia, da jornalista Elvira Lobato de Araújo, lançado neste sábado (4) pela Objetiva, trata dessa realidade ao constatar a existência de uma vasta teia de pequenas emissoras de TV oferecendo programação jornalística e entretenimento com produção local própria e ao largo do olhar das grandes redes - TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes -, que transmitem o noticiário das metrópoles. O livro chega na segunda-feira (6) às livrarias. 

Sidney Oliveira/Ag. Pará - 18.10.2017
Sidney Oliveira/Ag. Pará - 18.10.2017


Antenas da floresta é um rico painel de histórias sobre a produção de TV feita, em muitos casos, na raça, sem recursos, com vídeos de fundo de quintal. Jornalistas sem formação acadêmica e comunicadores autodidatas usam as miniemissoras legalmente nas brechas de um mercado com regulação especial. A autora conta que a região tem um regime próprio de operação do setor.


"Há duas categorias de retransmissoras de TV no Brasil: as da Amazônia Legal - apelidadas de mistas, por poderem atuar parte do tempo como geradoras - e as do resto do País, que apenas repetem o sinal emitido pelas geradoras", explica ela no livro. 

Elvira diz que inicialmente pretendia mapear a propriedade dessas pequenas produtoras de conteúdo do "fundão" nacional. Experiente no assunto, que conhece bem das coberturas jornalísticas diárias desde os anos 1990, quando cobriu o setor para o jornal Folha de S.Paulo, ela montou um banco de dados sobre os donos de 1.737 canais. 

"Identificar os proprietários das pequenas retransmissoras exigiu a busca de documentos e de informações em juntas comerciais, cartórios e nos bancos de dados públicos da Anatel, da Receita Federal e do Congresso Nacional", afirma. O levantamento, relata na obra, "mostrou que, a despeito do avanço dos políticos e das igrejas na radiodifusão, os empresários ainda formam o bloco principal entre os proprietários, com 718 canais, que correspondiam a 41% do total autorizado pelo governo até 2015". 

O bloco dos políticos e seus parentes próximos vem em segundo lugar, "com 373 canais, 21% do total". Na sequência, "o Poder Executivo - federal, estadual e municipal - com 340 canais, 20% do total, e as igrejas, com 16% (271 canais), no quarto bloco". 

O livro revela que sete senadores são do ramo: Romero Jucá (PMDB-RR), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Jader Barbalho (PMDB-PA), Acir Gurgacz (PDT-RO), Wellington Fagundes (PR-MT), e os maranhenses Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (ex-PSB, hoje no PSDB). Mas Elvira confessa que se "encantou" mesmo foi com histórias que encontrou quando, entre 2015 e 2016, visitou Mato Grosso, Maranhão, Tocantins e Pará. Ela fez mais de 200 entrevistas, que usa no livro para contar casos de exercício de poder político oculto, violência e bastidores da cobertura policial - como a prisão do sujeito que vendeu urubu como se fosse galinha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.